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    Assassin’s Creed: Black Flag Resynced – Análise

    Poucos jogos da série Assassin’s Creed deixaram uma marca tão forte quanto Black Flag. A aventura de Edward Kenway conseguiu algo raro: manter as bases da franquia enquanto criava uma experiência de pirataria que funcionava por conta própria. Mais de uma década depois, Assassin’s Creed Black Flag Resynced retorna com gráficos refeitos, controles modernos, novas missões e mudanças importantes em quase todos os seus sistemas.

    A Ubisoft não tratou o projeto como uma simples atualização de resolução. O Caribe foi reconstruído, o combate ganhou novas regras, o parkour está mais preciso e as batalhas navais ficaram mais profundas. A campanha também passou por cortes e expansões, com capítulos inéditos para personagens conhecidos e conteúdos opcionais que exploram outras possibilidades para a história.

    O resultado é um remake que entende por que o original continua tão querido, mas que não acerta em todas as decisões. Resynced entrega a melhor versão de Black Flag em jogabilidade e apresentação, embora ainda carregue problemas de inteligência artificial, movimentação e ritmo narrativo.

    Uma aventura pirata que continua atual

    Black Flag acompanha Edward Kenway, um marinheiro movido pela busca por dinheiro, liberdade e reconhecimento. Depois de tomar a identidade de um Assassino, ele acaba envolvido no conflito entre Assassinos e Templários, enquanto tenta construir sua própria lenda durante a Era de Ouro da Pirataria.

    A história continua funcionando porque Edward não começa como um herói tradicional. Ele é ambicioso, impulsivo e costuma colocar seus interesses acima das pessoas ao seu redor. Sua evolução acontece aos poucos, conforme as consequências de suas escolhas atingem seus amigos e destroem parte do sonho de criar uma sociedade pirata livre.

    Barba-Negra, Stede Bonnet, Mary Read, Adéwalé e outros personagens ajudam a transformar a campanha em algo maior do que uma simples caça a tesouros. O remake mantém essa base e adiciona novas cenas, diálogos e missões que dão mais espaço para algumas dessas figuras.

    As novidades não mudam o sentido da história original. Em vez disso, aprofundam relações que antes avançavam de forma rápida. Stede Bonnet recebe mais atenção, Barba-Negra ganha conteúdo adicional e a relação de Edward com Caroline é apresentada com mais cuidado.

    O Caribe nunca esteve tão bonito

    A reconstrução visual é um dos maiores acertos de Assassin’s Creed Black Flag Resynced. O Caribe está mais vivo, colorido e detalhado, com cidades cheias, vegetação densa e uma iluminação que muda bastante a aparência dos cenários.

    Havana chama a atenção por suas ruas, telhados e construções iluminadas pelo sol. Nassau mantém sua aparência mais suja e desorganizada, reforçando a ideia de um local tomado por piratas. Já as pequenas ilhas e áreas costeiras oferecem praias, cavernas, ruínas e pontos de mergulho que convidam à exploração.

    O oceano continua sendo o grande destaque visual. As ondas reagem ao clima, tempestades reduzem a visibilidade e o movimento da água transmite melhor o peso das embarcações. Navegar durante um fim de tarde ou enfrentar uma chuva forte em alto-mar cria alguns dos momentos mais bonitos da aventura.

    O ciclo de dia e noite também ajuda na ambientação. Durante a noite, tochas, velas e lampiões iluminam ruas e acampamentos, enquanto as áreas escuras podem ser usadas para facilitar abordagens furtivas.

    Apesar do ótimo conjunto, alguns efeitos ficam abaixo do restante. Fogo e fumaça nem sempre apresentam o mesmo nível de qualidade, e certas animações faciais ainda parecem rígidas. São falhas visíveis, mas não diminuem o impacto geral da reconstrução.

    Parkour moderno melhora a exploração

    A movimentação era um dos pontos que mais mostravam a idade do Black Flag original. Resynced reformula o sistema e aproxima Edward dos protagonistas mais recentes da série.

    O personagem pode realizar saltos manuais, movimentos laterais, impulsos para trás e mudanças rápidas de direção. As cidades também foram ajustadas para receber o novo parkour, com rotas mais claras e caminhos que tornam a exploração vertical mais natural.

    Correr pelos telhados de Havana está mais agradável, assim como perseguir partituras ou encontrar entradas alternativas para áreas protegidas. A resposta dos comandos melhorou e Edward parece menos preso às animações antigas.

    Isso não significa que o sistema seja perfeito. Em alguns momentos, o protagonista ainda pode saltar para uma direção diferente da esperada, se agarrar a um ponto indesejado ou cair durante uma sequência simples. Jogadores acostumados ao esquema de controles de 2013 também precisarão de algum tempo para se adaptar.

    Mesmo com esses tropeços, o novo parkour representa uma melhoria clara. A maior parte da exploração deixou de ser uma disputa contra os comandos e passou a depender mais da leitura do cenário.

    Furtividade oferece mais liberdade

    Resynced também amplia as opções de furtividade. Edward agora pode se agachar livremente e usar um modo de observação que facilita a identificação de guardas, rotas e pontos de interesse.

    Luz e sombra afetam a visibilidade, permitindo que o jogador aproveite áreas escuras para se aproximar dos inimigos. O mergulho livre também abre novas entradas em fortalezas, acampamentos e navios próximos à costa.

    Outra mudança importante está nas missões de perseguição e espionagem. No original, perder um alvo, chegar perto demais ou ser detectado poderia causar uma falha imediata. No remake, essas atividades são mais abertas.

    Quando o plano inicial dá errado, a missão pode continuar com um novo objetivo. O jogador pode perseguir o alvo, iniciar um confronto ou procurar outra forma de conseguir a informação necessária. Essa decisão reduz bastante a frustração sem retirar completamente o desafio.

    A inteligência artificial, porém, limita parte desse avanço. Alguns inimigos percebem mudanças no ambiente e tentam cercar Edward, enquanto outros ignoram corpos próximos ou podem ser atraídos várias vezes para o mesmo ponto. Esconder-se em locais previsíveis e repetir a mesma estratégia ainda funciona com frequência maior do que deveria.

    A furtividade está melhor equipada, mas nem sempre encontra adversários capazes de responder à altura.

    Combate rápido, bonito e mais exigente

    O combate terrestre foi completamente reformulado. O sistema do original era muito dependente de esperar um ataque, contra-atacar e iniciar uma sequência de eliminações. Em Resynced, os confrontos exigem mais atenção ao ritmo dos inimigos.

    Edward pode atacar, esquivar, realizar parries, usar golpes pesados e combinar ferramentas durante a luta. Pistolas, chutes, rasteiras e o dardo com corda ajudam a quebrar defesas ou interromper ataques.

    Os parries são a base do novo sistema. Ao bloquear um golpe no momento correto, Edward cria uma abertura para executar o inimigo. Dependendo da arma equipada, é possível ligar várias eliminações e transformar o combate em uma sequência cinematográfica.

    Os adversários mais simples caem rapidamente, mas brutos e capitães exigem que sua defesa seja quebrada. Isso incentiva o uso das ferramentas e impede que todas as batalhas sejam vencidas apenas com o mesmo comando.

    A ideia funciona e deixa as lutas mais ativas. O problema está na janela de reação de alguns ataques. Golpes que só podem ser evitados com esquiva podem acontecer rápido demais, o que gera momentos frustrantes até que o jogador entenda o tempo de cada inimigo.

    A inteligência artificial também apresenta comportamentos irregulares. Há batalhas em que os adversários cercam Edward e pressionam de forma eficiente, mas outras se transformam em repetições do mesmo padrão.

    Mesmo assim, o novo combate é mais interessante do que o sistema do original. Ele mantém a sensação de poder do protagonista, mas pede mais participação do jogador.

    A Lâmina Oculta perdeu espaço nas lutas

    Uma das decisões mais discutíveis do remake está no uso da Lâmina Oculta. O equipamento continua importante para eliminações silenciosas, mas deixou de funcionar como uma arma comum durante os confrontos.

    A mudança reforça a função da lâmina como ferramenta de assassinato, porém reduz a liberdade presente no jogo de 2013. Para veteranos que gostavam de enfrentar grupos usando apenas as lâminas, a ausência será sentida.

    O combate oferece alternativas suficientes para continuar divertido, mas retirar uma opção tão ligada à identidade da franquia parece uma escolha desnecessária.

    Equipamentos criam diferentes estilos de jogo

    Edward pode usar espadas, pistolas, trajes e outros itens divididos por raridade e características. Cada arma apresenta vantagens próprias, como maior dano, velocidade ou capacidade de ligar mais eliminações.

    Os berloques adicionam bônus passivos. Alguns aumentam o dinheiro recebido, outros reduzem o tempo de espera de ferramentas ou recuperam vida após uma execução.

    O sistema não transforma Black Flag em um RPG pesado. Os números existem para permitir escolhas e estimular a busca por equipamentos, sem criar inimigos que sobrevivem a dezenas de golpes apenas por estarem em um nível maior.

    É possível montar uma configuração voltada para combate, furtividade, exploração ou ganho de recursos. Essa camada combina bem com o mundo aberto e dá mais valor aos tesouros encontrados.

    O Gralha continua sendo o verdadeiro protagonista

    Todas as melhorias em terra são importantes, mas é no mar que Assassin’s Creed Black Flag Resynced alcança seus melhores momentos.

    Navegar com o Gralha continua sendo uma das experiências mais marcantes da série. O som das ondas, as mudanças do clima e as cantigas da tripulação criam uma sensação de aventura que poucos jogos conseguiram repetir.

    As batalhas navais estão mais estratégicas. As armas receberam disparos secundários, os pontos fracos dos navios ganharam mais importância e o botão de defesa deixou de ser quase decorativo.

    Tentar vencer apenas trocando tiros pode levar o Gralha ao fundo rapidamente. É necessário controlar a distância, escolher o melhor tipo de disparo e proteger a tripulação no momento do impacto.

    As embarcações inimigas também exigem abordagens diferentes. Navios pequenos podem ser destruídos com facilidade, enquanto fragatas e Man O’ Wars pedem melhorias, planejamento e uso correto das armas.

    Os confrontos ficam ainda melhores durante tempestades, quando ondas, ventos e baixa visibilidade aumentam a tensão.

    Novos oficiais melhoram o combate naval

    O Gralha pode receber três novos oficiais, cada um com uma linha própria de missões e uma habilidade ligada à embarcação.

    Lucy melhora a defesa do navio e recompensa bloqueios realizados no momento certo. O Padre libera uma investida mais forte com o aríete. Tobias amplia o poder de ataque e oferece novas opções para os canhões.

    As habilidades não são apenas bônus pequenos. Elas mudam a forma de enfrentar navios e dão ao jogador mais motivos para completar as missões secundárias.

    Os oficiais também ajudam a tornar a tripulação mais pessoal. Embora sua apresentação seja simples no começo, suas histórias ganham espaço e criam uma ligação maior com o Gralha.

    Até pequenos detalhes, como a possibilidade de levar um gato ou um macaco no navio, ajudam a dar identidade à embarcação.

    Abordagens e gestão da frota foram aprimoradas

    Depois de enfraquecer um navio inimigo, Edward pode iniciar uma abordagem. O sistema agora usa uma barra de moral, reduzida conforme os membros da tripulação adversária são derrotados.

    Objetivos como destruir recursos ou retirar a bandeira continuam disponíveis, mas deixam de ser obrigatórios em todas as abordagens. Quem prefere apenas lutar pode dominar o convés até quebrar a resistência inimiga.

    Após a vitória, é possível usar o navio capturado para reparar o Gralha, reduzir o nível de procurado, obter mais recursos ou enviar a embarcação para a Frota Kenway.

    A gestão da frota retorna com ajustes. Tipos diferentes de navio cumprem funções próprias, ajudando na coleta de materiais, comércio e geração de renda.

    A base em Grande Inagua também apresenta uma evolução mais visível. Melhorar construções libera equipamentos, serviços e benefícios para Edward e para o Gralha.

    Explorar continua sendo uma grande recompensa

    O Caribe está cheio de atividades: contratos, tesouros, fortalezas, partidas de caça, animais, áreas de mergulho, canções e pequenas ilhas.

    Nem todas as tarefas apresentam ideias novas, e parte do conteúdo ainda repete estruturas do jogo original. Porém, a exploração funciona porque quase sempre oferece algo útil, seja dinheiro, materiais, equipamentos ou melhorias para o navio.

    O mergulho livre é uma das melhores novidades. Edward pode entrar na água em diferentes pontos e procurar baús escondidos perto das ilhas. A exploração subaquática amplia o mapa sem parecer apenas mais um marcador obrigatório.

    As cantigas marítimas também retornam, acompanhadas por novas músicas. Coletá-las em terra continua sendo divertido, principalmente porque cada nova composição melhora as viagens com a tripulação.

    O piloto automático permite que o Gralha siga a rota marcada, mas usar o recurso o tempo todo significa perder parte do encanto. Black Flag funciona melhor quando o jogador aceita o ritmo do oceano, encontra eventos no caminho e aproveita as músicas dos marinheiros.

    As mudanças na narrativa dividem opiniões

    O remake remove as antigas sequências obrigatórias nos escritórios da Abstergo. A campanha passa a manter o foco em Edward e na aventura histórica, sem interromper a viagem para colocar o jogador em um ambiente moderno.

    Essa decisão melhora o ritmo para quem nunca gostou das partes da Abstergo. Ao mesmo tempo, o corte não foi substituído de forma perfeita. Algumas transições entre capítulos parecem rápidas ou incompletas, principalmente no início da história.

    Parte da ligação com o Animus retorna por meio de Rifts opcionais. Essas anomalias apresentam cenários alternativos e mostram o que poderia ter acontecido caso Edward ou outros personagens tomassem decisões diferentes.

    Os Rifts são interessantes como conteúdo extra, mas não possuem o mesmo peso narrativo da campanha. Funcionam melhor como curiosidades para fãs do que como uma mudança essencial na história.

    O remake também adiciona um arco de fim de jogo e novas missões para personagens conhecidos. Esse conteúdo ajuda a completar histórias e oferece bons motivos para continuar jogando depois dos capítulos principais.

    Um remake completo, mas não definitivo

    Resynced traz bastante conteúdo novo, mas não reúne tudo o que existia no lançamento original e em suas expansões.

    O modo multiplayer não retornou. A campanha Freedom Cry, estrelada por Adéwalé, também não faz parte do pacote. A ausência pesa porque impede que o remake seja a versão definitiva em quantidade de conteúdo.

    Algumas atividades antigas foram reduzidas, movidas ou retiradas para diminuir a repetição. Na maior parte das vezes, os cortes melhoram o ritmo. Ainda assim, jogadores interessados em preservar toda a estrutura de 2013 encontrarão motivos para manter o original.

    O remake é a melhor versão para jogar, mas o título antigo continua importante como obra completa de sua época.

    Desempenho e problemas técnicos

    O jogo apresenta uma base técnica forte, com opções de desempenho a 60 quadros por segundo nos consoles e modos que priorizam qualidade visual.

    As transições entre o mar e as grandes cidades são mais naturais, com poucas interrupções. A ausência de longas telas de carregamento ajuda a manter a sensação de um mundo conectado.

    Ainda existem bugs. Edward pode travar em superfícies, inimigos podem apresentar movimentos estranhos e colisões nem sempre funcionam como deveriam. A inteligência artificial dos navios também pode tomar decisões confusas durante perseguições.

    As cenas limitadas a 30 quadros por segundo causam uma diferença visível quando o jogo alterna entre narrativa e jogabilidade. Não é um problema capaz de estragar a campanha, mas reduz a fluidez da apresentação.

    A dublagem em português também apresenta momentos irregulares. Algumas vozes funcionam bem, enquanto outras falas parecem artificiais ou não combinam com a emoção das cenas.

    O conjunto continua sólido, mas falta um último nível de polimento para eliminar problemas que já acompanham a Ubisoft há anos.

    Assassin’s Creed Black Flag Resynced vale a pena?

    Assassin’s Creed Black Flag Resynced entende que a força do original não estava apenas em Edward Kenway ou no conflito entre Assassinos e Templários. O verdadeiro diferencial sempre foi a liberdade de navegar, explorar ilhas e construir uma vida de pirata no Caribe.

    O remake melhora os sistemas que mais precisavam de atenção. O parkour está mais confortável, a furtividade oferece mais opções e o combate terrestre exige maior participação. No mar, o Gralha está melhor do que nunca, com batalhas mais estratégicas, novos oficiais e mais formas de personalizar a experiência.

    A reconstrução visual é impressionante e transforma locais conhecidos em cenários dignos da atual geração. As novas missões também aprofundam personagens importantes sem mudar a essência da campanha.

    Os problemas de inteligência artificial, os bugs e certas falhas no parkour impedem uma nota mais alta. A retirada das sequências modernas causa transições estranhas, enquanto a ausência do multiplayer e de Freedom Cry reduz o valor do pacote como edição definitiva.

    Mesmo com essas limitações, Resynced é uma ótima reconstrução de um dos melhores capítulos da franquia. Novos jogadores encontram aqui a forma mais moderna de conhecer Edward Kenway. Veteranos recebem uma aventura familiar, mas renovada o suficiente para justificar outra viagem pelo Caribe.

    Pontos positivos

    • Caribe reconstruído com ótimo nível de detalhes;
    • batalhas navais mais estratégicas e variadas;
    • movimentação e parkour mais responsivos;
    • combate terrestre rápido e cinematográfico;
    • furtividade mais livre e menos frustrante;
    • novos oficiais com missões e habilidades próprias;
    • conteúdo adicional para personagens importantes;
    • melhorias de qualidade de vida e acessibilidade;
    • exploração marítima e subaquática mais rica;
    • novas cantigas e opções de personalização.

    Pontos negativos

    • inteligência artificial irregular;
    • bugs de colisão e movimentação;
    • parkour ainda causa saltos inesperados;
    • transições narrativas afetadas pela retirada da Abstergo;
    • missões secundárias ainda podem se repetir;
    • Lâmina Oculta perdeu espaço no combate;

    Jucélio “Lenda” Verissimo
    Computador (PC)

    Assassin’s Creed: Black Flag Resynced foi gentilmente cedido pela Ubisoft para a realização desta análise.

    Esta review representa a nossa opinião diante de tudo o que vimos e experimentamos, sabemos que cada pessoa possui opiniões diferentes em alguns

  • Assassin’s Creed Black Flag Resynced será revelado em showcase no dia 23

    Assassin’s Creed Black Flag Resynced será revelado em showcase no dia 23

    A Ubisoft confirmou que Assassin’s Creed Black Flag Resynced será oficialmente revelado em um showcase dedicado no dia 23 de abril, às 13h no horário de Brasília. A apresentação será transmitida globalmente pelos canais oficiais da companhia no YouTube e na Twitch, marcando o retorno de um dos capítulos mais lembrados da franquia.

    O anúncio chama atenção não apenas pelo peso do nome Black Flag, mas também pelo mistério em torno do projeto. Até o momento, a Ubisoft confirmou apenas que Black Flag Resynced será apresentado oficialmente no showcase, sem detalhar sua estrutura, plataformas, janela de lançamento ou o tipo exato de reformulação que será aplicada ao jogo. Em outras palavras, o evento do dia 23 deve ser o primeiro grande momento para entender qual será a proposta dessa nova versão.

    Lançado originalmente em 2013, Assassin’s Creed IV: Black Flag se consolidou como um dos títulos mais marcantes da série ao combinar exploração naval, combates marítimos e uma ambientação pirata que até hoje segue entre as favoritas dos fãs. O impacto desse legado foi reforçado pela própria Ubisoft em 2023, quando a empresa revelou que o jogo havia ultrapassado a marca de 34 milhões de jogadores em todo o mundo.

    Esse retorno, portanto, não acontece por acaso. Em uma franquia que já soma 230 milhões de unidades vendidas globalmente, poucos jogos carregam um apelo nostálgico tão forte quanto Black Flag. O título estrelado por Edward Kenway continua sendo lembrado como uma das entradas mais carismáticas da série, especialmente por sua mistura entre aventura em mundo aberto, combates navais e a liberdade de explorar o Caribe em uma era dominada por corsários e disputas imperiais.

    Por enquanto, a Ubisoft ainda trata Resynced como uma revelação a ser descoberta no próprio showcase, o que naturalmente abre espaço para expectativa em torno de melhorias visuais, ajustes de jogabilidade e possíveis novidades estruturais. Ainda assim, até que a apresentação aconteça, qualquer detalhe além do anúncio oficial permanece no campo da especulação. O que já é certo é que a empresa decidiu recolocar Black Flag no centro das atenções, apostando no valor histórico de um dos jogos mais populares da marca.

    Com isso, o showcase de 23 de abril passa a ser um dos eventos mais importantes do momento para os fãs de Assassin’s Creed. Se a proposta conseguir preservar a identidade do original enquanto atualiza sua experiência para os padrões atuais, Black Flag Resynced tem potencial para se tornar um dos anúncios mais comentados da Ubisoft neste ano.

  • Assassin’s Creed: Shadows – DLC: Claws of Awaji – Análise

    Assassin’s Creed: Shadows – DLC: Claws of Awaji – Análise

    Depois de uma campanha principal que deixou algumas pontas soltas importantes, Assassin’s Creed Shadows retorna com sua grande expansão para dar continuidade à jornada de Naoe e Yasuke. Em Claws of Awaji, a dupla parte rumo a uma nova ilha em busca de respostas, enfrentando uma ameaça inédita em uma região que tenta se diferenciar do mapa base não apenas pela ambientação, mas também pelo tom mais hostil da exploração. Agora chegou o momento de conferir a nossa análise completa e sem spoilers.

    Mas será que essa expansão realmente entrega o fechamento que muitos esperavam para a história?

    Um Retorno Que Faz Sentido

    Ao decorrer da nossa análise, ficou claro que Claws of Awaji funciona melhor quando é entendida como uma continuação direta dos eventos do jogo base, e não como uma grande reinvenção da experiência. A expansão retoma uma linha narrativa que havia ficado em aberto, colocando Naoe e Yasuke em uma nova missão que tenta aprofundar a jornada dos protagonistas e dar mais peso a elementos que antes pareciam apenas sugeridos.

    A introdução é um dos momentos mais interessantes da DLC, justamente por apresentar esse novo capítulo de maneira um pouco diferente do habitual. Há uma preocupação em criar um início mais marcante, que chama a atenção e estabelece rapidamente o clima da nova aventura. A expansão também acerta ao ser mais objetiva do que a campanha principal em sua progressão, evitando por um tempo aquela sensação de excesso de dispersão que marcou parte do ritmo de Shadows.

    Ainda assim, a história não escapa de um problema já conhecido. Embora exista uma motivação clara e um ponto de partida promissor, o roteiro novamente demora a transformar esse gancho em algo realmente memorável. Existem bons momentos, algumas cenas com peso dramático e uma tentativa evidente de encerrar certas questões, mas em partes raramente alcança a carga emocional que promete. Em vez de entregar uma conclusão realmente impactante, a expansão muitas vezes parece apenas prolongar conflitos que já deveriam chegar aqui com mais força.

    Awaji Traz Identidade Própria, Mas Cobra um Preço

    A ilha de Awaji é, sem dúvida, o grande diferencial visual e estrutural da expansão. Oficialmente, a Ubisoft descreve a região como um novo mundo aberto além da Baía de Osaka, marcado por emboscadas, armadilhas e pela presença constante de novos inimigos letais. Essa identidade aparece logo nos primeiros momentos e ajuda a DLC a construir uma atmosfera mais opressiva do que a do jogo base.

    Há um senso constante de ameaça durante a exploração. Diferente de outras áreas do jogo principal, Awaji passa a impressão de que o jogador está invadindo um território que reage o tempo todo à sua presença. Emboscadas surgem com frequência, inimigos aparecem de forma sorrateira e o simples ato de cavalgar entre um objetivo e outro costuma ser menos tranquilo do que antes. Isso contribui para dar personalidade à expansão e reforça a proposta de uma jornada mais tensa.

    Por outro lado, essa mesma ideia nem sempre funciona a favor do ritmo. Em vários momentos, a hostilidade excessiva da ilha quebra o fluxo da exploração em vez de enriquecê-lo. O relevo mais irregular, a vegetação fechada e a quantidade de interrupções fazem com que certos deslocamentos pareçam mais demorados do que deveriam. O mapa até tem beleza e identidade, mas nem sempre oferece a liberdade de movimentação que a série costuma usar como uma de suas principais virtudes.

    Curiosamente, os assentamentos e algumas áreas urbanas se saem melhor. Quando a expansão deixa o jogador aproveitar mais o parkour, usar telhados e pensar rotas com mais criatividade, Awaji mostra um lado mais interessante. É nesses momentos que o design da ilha realmente conversa com o que Assassin’s Creed tem de mais característico.

    Chefes Mais Interessantes Elevam a Experiência

    Se existe um ponto em que Claws of Awaji realmente se destaca, é na forma como lida com alguns de seus confrontos principais. Ao contrário da campanha base, que espalhava muitos alvos pelo mapa e nem sempre dava personalidade suficiente a eles, a expansão parece mais preocupada em fazer com que certos inimigos tenham presença, estilo e identidade própria.

    Isso se reflete diretamente nas batalhas. Algumas lutas exigem mais furtividade, outras valorizam o combate direto, e há também momentos em que a investigação pesa mais na progressão. Essa variedade ajuda a DLC a encontrar um equilíbrio melhor entre os pilares da franquia e torna a caçada aos principais alvos mais interessante do que boa parte da estrutura repetitiva do jogo principal.

    Naoe e Yasuke continuam funcionando muito bem como dupla justamente por representarem abordagens opostas. Naoe segue sendo a melhor escolha para infiltrações, assassinatos silenciosos e movimentação ágil, enquanto Yasuke mantém sua força em confrontos frontais, absorvendo dano e dominando embates mais intensos. A expansão entende essa diferença e, quando acerta, usa os dois de forma complementar em vez de simplesmente repetir o modelo que o jogador já conhece.

    O Bastão Bō É Uma Adição Muito Bem-Vinda

    Entre as novidades mais interessantes desta fase pós-lançamento está a chegada do para Naoe. A Ubisoft confirmou a arma como parte da atualização relacionada à expansão, liberando uma missão gratuita para todos os jogadores aprenderem seu uso, enquanto a DLC amplia esse arsenal com armas lendárias, novos equipamentos, habilidades e itens que podem ser levados de volta para o jogo base.

    Na prática, o bastão é uma excelente adição ao combate. Ele amplia as possibilidades de Naoe de uma forma muito natural, oferecendo mais versatilidade para quem quer continuar priorizando agilidade, mas sem ficar tão limitado quando o confronto direto se torna inevitável. É o tipo de novidade que não parece mero extra cosmético ou conteúdo descartável: ela realmente acrescenta algo à jogabilidade.

    Esse é um dos pontos em que a expansão mais claramente agrega valor ao pacote completo de Shadows. Mesmo para quem não vê em Claws of Awaji uma continuação essencial, o novo estilo de combate de Naoe é um reforço muito bem-vindo para a experiência geral.

    Mais Conteúdo, Mas Nem Sempre Mais Impacto

    A Ubisoft também aproveitou o período da expansão para ampliar o suporte ao jogo com mudanças gratuitas, incluindo aumento do level cap para 100, novas melhorias para o esconderijo, opção de avançar o horário do dia por meditação e ajustes de progressão ligados a exploração e equipamento. Tudo isso ajuda a reforçar a sensação de continuidade do projeto e mostra que Shadows segue recebendo atenção relevante no pós-lançamento.

    No entanto, isso também evidencia um problema: parte do valor de Claws of Awaji está mais no conjunto de melhorias ao redor dela do que em sua narrativa principal. A expansão traz conteúdo, tem boas ideias, oferece chefes mais interessantes e um mapa com personalidade, mas ainda esbarra em velhos vícios da fórmula. A repetição estrutural continua presente, algumas atividades rapidamente perdem o frescor, e o roteiro volta a dar a sensação de que está preparando algo maior sem realmente entregar tudo o que poderia.

    No aspecto técnico, a qualidade visual permanece alta, e Awaji consegue manter o padrão de ambientação detalhada do jogo base. Ainda assim, a expansão não está totalmente livre de tropeços. Pequenos bugs e instabilidades ocasionais podem aparecer e, dependendo da plataforma, acabam prejudicando um pouco o ritmo da aventura.

    Conclusão

    Ao decorrer da nossa análise, notamos que Assassin’s Creed Shadows: Claws of Awaji é uma expansão competente, que encontra seus melhores momentos na ambientação mais hostil da nova ilha, na objetividade maior da progressão e, principalmente, nas batalhas contra chefes mais criativas e marcantes. A chegada do Bō para Naoe também representa uma adição valiosa, capaz de enriquecer o combate de forma genuína.

    Por outro lado, a DLC volta a esbarrar em limitações que já existiam no jogo base. A estrutura ainda repete demais certas ideias, a exploração por vezes perde fluidez, e a narrativa, apesar de partir de uma premissa forte, não alcança todo o impacto dramático que parecia prometer.

    Para quem gostou bastante de Assassin’s Creed Shadows e queria mais tempo ao lado de Naoe e Yasuke, Claws of Awaji é um complemento sólido e com bons momentos. Mas para quem esperava uma expansão capaz de redefinir o peso da história ou elevar a experiência a um novo patamar, talvez a sensação final seja de que faltou um passo além. No fim, trata-se menos de uma conclusão definitiva e mais de um bom apêndice para uma aventura que ainda parece guardar cartas para o futuro.


    Jucélio “Lenda” Verissimo
    Computador (PC)

    Assassin’s Creed: Shadows foi gentilmente cedido pela Ubisoft para a realização desta análise.

    Esta review representa a nossa opinião diante de tudo o que vimos e experimentamos, sabemos que cada pessoa possui opiniões diferentes em alguns aspectos, por isso sempre encorajamos que todos experimentem e tirem as suas próprias conclusões.

  • Assassin’s Creed: Shadows – Análise

    Assassin’s Creed: Shadows – Análise

    A Ubisoft finalmente atendeu ao antigo desejo dos fãs e levou a franquia Assassin’s Creed para o Japão Feudal. Com Shadows, a série retorna com uma ambientação fascinante, dois protagonistas jogáveis e uma abordagem menos focada em elementos de RPG do que seus antecessores diretos, Odyssey e Valhalla. Agora chegou o momento de conferir a nossa análise completa e sem spoilers.

    Será que essa nova entrada na saga faz jus ao peso de seu próprio nome?

    Uma Dupla de Protagonistas

    Ao decorrer da nossa análise, ficou claro que a maior inovação de Assassin’s Creed Shadows é sua estrutura narrativa dividida entre dois personagens jogáveis: Naoe, uma shinobi ágil e furtiva, e Yasuke, um samurai poderoso e imponente. Essa dualidade não é apenas estética; ela reflete diretamente a jogabilidade. Naoe se destaca pelo uso das sombras, escalando paredes, eliminando inimigos de forma silenciosa e utilizando ferramentas clássicas como kunais, shurikens e bombas de fumaça. Yasuke, por outro lado, é um guerreiro de combate direto, resistente e capaz de enfrentar múltiplos inimigos sem grandes dificuldades, empunhando armas como a naginata e o kanabo para golpes devastadores.

    O jogo permite alternar entre os protagonistas em determinados momentos, mas, no geral, a experiência de cada um é bem distinta e adaptada a diferentes estilos de gameplay. Essa variedade é um dos pontos altos do jogo, tornando as missões mais dinâmicas e oferecendo opções estratégicas para o jogador.

    Trama Envolvente, Mas Sem Surpresas

    A história se passa no final do período Sengoku, um dos mais caóticos da história japonesa, onde samurais e clãs ninjas lutavam pelo controle do país. Naoe busca vingança após sua vila ser destruída pelas forças de Oda Nobunaga, enquanto Yasuke, um guerreiro de origem africana que foi escravizado pelos portugueses antes de se tornar samurai, tenta encontrar seu lugar em uma sociedade que ainda o vê como um estrangeiro.

    Apesar do enredo bem construído e dos momentos emocionantes, a narrativa segue uma estrutura familiar para os fãs da franquia. Traições, conspirações e vinganças estão presentes, mas sem grandes reviravoltas. O jogo aposta mais na força emocional dos protagonistas do que em inovações narrativas.

    Jogabilidade Refinada e Menos RPG

    Diferente de Odyssey e Valhalla, Shadows reduz o peso dos elementos de RPG. O sistema de níveis e progressão ainda existe, mas não domina a experiência. Em vez de depender de estatísticas complexas e um extenso loot, o jogo foca na estratégia e na execução do combate ou da furtividade.

    A exploração é recompensadora, com segredos escondidos pelo vasto mapa do Japão. Templos históricos, vilarejos e fortalezas aguardam o jogador, que pode sincronizar pontos de visão para desbloquear novas áreas e descobrir missões secundárias. Além disso, um sistema de construção de esconderijo adiciona um elemento de gerenciamento interessante, permitindo personalizar a base de operações e recrutar aliados.

    Mundo Aberto Impressionante, Mas Com Algumas Repetições

    O Japão Feudal é retratado com um nível de detalhe impressionante. O ciclo dinâmico de clima e a variação entre estações deixam o mundo vibrante e imersivo. As cidades são movimentadas, os templos são fiéis às suas referências históricas, e os campos de arroz e florestas de bambu proporcionam paisagens de tirar o fôlego.

    No entanto, a repetição de missões secundárias e algumas mecânicas que se tornam previsíveis ao longo do tempo podem causar um leve cansaço. Atividades como limpar fortalezas e coletar itens específicos podem se tornar mecânicas obrigatórias para progressão, tirando um pouco da espontaneidade da exploração.

    Desempenho Técnico e Problemas Comuns

    A Ubisoft adiou Assassin’s Creed Shadows algumas vezes para refinar a experiência, e isso trouxe melhorias evidentes. No entanto, alguns bugs ainda estão presentes, como travamentos esporádicos em cutscenes e falhas ocasionais na IA inimiga.

    A dublagem, especialmente em português, é excelente, mas apresenta momentos inconsistentes, onde a emoção das falas não condiz com a intensidade da cena. O modo imersivo, que mantém cada personagem falando seu idioma nativo (japonês, português de Portugal, entre outros), é uma opção interessante para quem busca ainda mais imersão.

    Conclusão: Um Passo à Frente, Mas Sem Revolução

    Ao decorrer da nossa análise, notamos que Assassin’s Creed Shadows entrega um dos mundos mais ricos e bem construídos da franquia, aliado a uma jogabilidade mais estratégica e personagens carismáticos. O combate refinado, a ambientação detalhada e a dualidade entre Yasuke e Naoe são pontos que elevam a experiência. No entanto, a repetição de missões e alguns problemas técnicos impedem que o jogo alcance a excelência total.

    Se você é fã da série e sempre quis explorar o Japão Feudal sob a ótica dos Assassinos, Shadows é uma excelente escolha. Mas se espera uma revolução na franquia, pode não se agradar totalmente. O jogo reafirma a identidade de Assassin’s Creed sem reinventá-la – e, às vezes, isso é o suficiente para garantir uma grande aventura.


    Jucélio “Lenda” Verissimo
    Computador (PC)

    Assassin’s Creed: Shadows foi gentilmente cedido pela Ubisoft para a realização desta análise.

    Esta review representa a nossa opinião diante de tudo o que vimos e experimentamos, sabemos que cada pessoa possui opiniões diferentes em alguns aspectos, por isso sempre encorajamos que todos experimentem e tirem as suas próprias conclusões.

  • Ubisoft Forward 2024: Novidades de Assassin’s Creed Shadows

    Ubisoft Forward 2024: Novidades de Assassin’s Creed Shadows

    A Ubisoft revelou novidades sobre seu aguardado jogo Assassin’s Creed Shadows durante o evento Ubisoft Forward 2024, com um trailer de gameplay que impressiona pela riqueza de detalhes e a ação intensa. Com cerca de 12 minutos de duração, o vídeo oferece uma visão abrangente da ambientação e das mecânicas de jogo, destacando a vasta recriação do Japão feudal e as habilidades únicas dos dois protagonistas jogáveis.

    O novo trailer é o segundo em dois dias, seguindo um clipe mais curto apresentado durante o Xbox Games Showcase no domingo (9). Este lançamento faz parte de uma estratégia da Ubisoft para manter a atenção dos fãs e aumentar a expectativa para o lançamento do jogo.

    Confira o trailer gameplay:

    Assassin’s Creed Shadows transporta os jogadores para o Japão, uma ambientação que muitos fãs da série ansiavam por explorar. No game, os jogadores terão a opção de escolher entre dois personagens distintos: Yasuke, um samurai de habilidades refinadas em combate direto, e Naoe, uma shinobi assassina mestre em furtividade e ataques rápidos.

    Dualidade de Protagonistas

    A presença de dois protagonistas jogáveis lembra a estrutura de Assassin’s Creed Syndicate, onde os jogadores podiam alternar entre os irmãos Evie e Jacob Frye. Em Shadows, Yasuke e Naoe oferecem abordagens diferentes para completar missões, o que promete adicionar uma camada extra de estratégia e rejogabilidade ao título.

    Estilo de Jogo e Ação Intensa

    O trailer de gameplay destaca não apenas a beleza e a fidelidade histórica do cenário, mas também a intensidade dos combates. Com muita violência, o vídeo mostra batalhas sangrentas e a utilização de várias técnicas e armas tradicionais do Japão feudal. A combinação de combate direto e furtividade parece ser um dos pontos fortes do jogo, permitindo aos jogadores adaptarem suas estratégias conforme a situação.

    Lançamento e Plataformas

    Assassin’s Creed Shadows será lançado no dia 15 de novembro para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X/S. Este título é o mais recente de uma franquia que, no ano passado, voltou às suas raízes de assassinatos mais diretos com Assassin’s Creed Mirage. A expectativa é alta, e os fãs aguardam ansiosamente para explorar o novo capítulo desta saga épica.

    Com a promessa de uma jogabilidade rica e envolvente, uma ambientação exótica e personagens carismáticos, Assassin’s Creed Shadows tem tudo para ser um dos grandes lançamentos do ano no mundo dos games.

    Fique atento para mais atualizações e prepare-se para mergulhar no Japão feudal em novembro.

  • Xbox Games Showcase 2024 – Todos os anúncios do evento

    Xbox Games Showcase 2024 – Todos os anúncios do evento

    O evento Xbox Games Showcase 2024 trouxe uma grande variedade de anúncios empolgantes, com muitos jogos novos chegando ao nosso mercado de games, agora vamos conferir todos os títulos que foram anunciados no evento.

    Call of Duty: Black Ops 6

    Data de Lançamento: 25 de outubro de 2024
    Plataformas: PC, PS5, PS4, XSX, XONE

    DOOM: The Dark Ages

    Data de Lançamento: 2025
    Plataformas: PC, PS5, XSX

    State of Decay 3

    Data de Lançamento: Sem previsão
    Plataformas: PC, XSX

    Indiana Jones and the Great Circle

    Data de Lançamento: 2024
    Plataformas: PC, XSX

    Avowed

    Data de Lançamento: 2024
    Plataformas: PC, XSX

    Gears of War: E-Day

    Data de Lançamento: Sem previsão
    Plataformas: PC, XSX

    Fable

    Data de Lançamento: 2025
    Plataformas: PC, XSX

    Perfect Dark

    Data de Lançamento: Sem previsão
    Plataformas: PC, XSX

    S.T.A.L.K.E.R 2: Heart of Chornobyl

    Data de Lançamento: 5 de setembro de 2024
    Plataformas: PC, XSX

    Wuchang Fallen Feathers

    Data de Lançamento: 2025
    Plataformas: PC, PS5, XSX

    Dragon Age: The Veilguard

    Data de Lançamento: 2024
    Plataformas: PC, PS5, XSX

    Clair Obscur: Expedition 33

    Data de Lançamento: 2025
    Plataformas: PC, PS5, XSX

    South of Midnight

    Data de Lançamento: 2025
    Plataformas: PC, XSX

    World of Warcraft: The War Within

    Data de Lançamento: 26 de agosto de 2024
    Plataformas: PC

    Metal Gear Solid Δ: Snake Eater

    Data de Lançamento: Sem previsão
    Plataformas: PC, PS5, XSX

    Age of Mythology: Retold

    Data de Lançamento: 4 de setembro de 2024
    Plataformas: PC, XSX

    Diablo IV: Vessel of Hatred

    Data de Lançamento: 8 de outubro de 2024
    Plataformas: PC, PS5, PS4, XSX, XONE

    FragPunk

    Data de Lançamento: 2025
    Plataformas: PC, XSX

    Mecha Break

    Data de Lançamento: 2025
    Plataformas: PC, PS5, XSX

    Life is Strange: Double Exposure

    Data de Lançamento: 29 de outubro de 2024
    Plataformas: PC, PS5, XSX, SWITCH

    Mixtape

    Data de Lançamento: 2025
    Plataformas: PC, XSX

    Atomfall

    Data de Lançamento: 2025
    Plataformas: PC, PS5, PS4, XSX, XONE

    Microsoft Flight Simulator 2024

    Data de Lançamento: 19 de novembro de 2024
    Plataformas: PC, XSX

    Winter Burrow

    Data de Lançamento: 2025
    Plataformas: PC, XSX

    Fallout 76: Skyline Valley

    Data de Lançamento: 12 de junho de 2024
    Plataformas: PC, PS5, PS4, XSX, XONE

    Starfield: Shattered Space

    Data de Lançamento: 2024
    Plataformas: PC, XSX

    The Elder Scrolls Online: Gold Road

    Data de Lançamento: 18 de junho de 2024
    Plataformas: PC, PS5, PS4, XSX, XONE

    Flintlock: The Siege of Dawn

    Data de Lançamento: 18 de julho de 2024
    Plataformas: PC, PS5, XSX

    Assassin’s Creed: Shadows

    Data de Lançamento: 15 de novembro de 2024
    Plataformas: PC, PS5, XSX

    Sea of Thieves: Season 13

    Data de Lançamento: 25 de julho de 2024
    Plataformas: PC, PS5, XSX, XONE

  • Assassin’s Creed Mirage – Análise

    Assassin’s Creed Mirage – Análise

    O novo Assassin’s Creed Mirage chegou conquistando milhares de jogadores e fãs de longa data da franquia, a nova aposta da Ubisoft traz uma serie de novidades e também uma jogabilidade muito mais próxima dos primeiros jogos da serie, agora chegou o momento de conferir todos os detalhes ao decorrer da nossa análise completa e sem spoilers.

    O jogo foi lançado oficialmente no mercado de games no dia 5 de outubro de 2023 e se encontra disponível nas plataformas do Xbox One, Xbox Series X/S, PlayStation 4, PlayStation 5 e Computador (PC).

    O caminho dos assassinos

    Este novo título da franquia é uma jornada fascinante que mergulha profundamente na história de Basim Ibn Ishaq, o icônico Mestre Assassino que os fãs da franquia já conhecem por suas aparições anteriores. Situado no ano 861, nove séculos após os eventos de Origins e uma década antes de Valhalla, o jogo nos leva de volta à Era dos Ocultos, quando a Irmandade dos Assassinos estava apenas começando a tomar forma. Este capítulo é uma aula de história envolvente que explora as origens de Basim, desde um jovem ladrão até sua transformação em uma figura lendária.

    A narrativa se desenvolve de maneira interessante, revelando camadas complexas do personagem enquanto ele embarca em sua jornada. Vale notar que o final do jogo é particularmente impactante, deixando os jogadores cativados, então vale apena seguir toda a sua jornada.

    Embora o jogo se destaque em muitos aspectos, alguns jogadores podem sentir falta de informações mais detalhadas sobre os Ocultos e a própria Irmandade dos Assassinos. Aprofundar o conhecimento sobre a história da organização poderia enriquecer ainda mais a experiência.

    Uma ambientação imersiva

    A recriação da capital do Califado Abássida é espetacular. Os ambientes, desde as áreas principais até os arredores desérticos, são visualmente impressionantes e convidam à exploração. A cidade é viva e imersiva, repleta de detalhes que proporcionam uma visão autêntica de como era a vida naquela época.

    O jogo apresenta uma ambientação impecável, com uma representação visual e sonora que transporta os jogadores para a era em que se passa. A localização completa para o Brasil é um toque bem-vindo, permitindo que os jogadores se envolvam ainda mais na narrativa.

    A trilha sonora é particularmente marcante, contribuindo para criar momentos de tensão e imersão. As missões são bem elaboradas, proporcionando um senso de progresso e recompensa pela dedicação do jogador.

    Mecânicas de jogabilidade

    Assassin’s Creed Mirage introduz novas mecânicas interessantes. O sistema de furto é uma adição bem-vinda, permitindo aos jogadores usar suas habilidades furtivas para adquirir recompensas. Os tokens de favores, obtidos em várias atividades, oferecem flexibilidade ao comprar serviços especiais ou subornar personagens importantes, aumentando a sensação de liberdade do jogador.

    O sistema de ‘notoriedade’, semelhante ao estilo de jogos como GTA, acrescenta uma camada intrigante à jogabilidade. Conforme você se torna conhecido, a cidade reage, com cartazes com sua imagem sendo espalhados e NPCs prontos para denunciar você aos guardas. Este sistema de três níveis adiciona um elemento de desafio e tensão, especialmente quando os guardas de elite começam a caçá-lo.

    O game tem bastante foco nas mecânicas de stealth, tornando essa mecânica a base da sua experiência em Mirage. Os jogadores são incentivados a se mover furtivamente, usar o ambiente a seu favor e adotar uma abordagem estratégica para o combate. O uso de disfarces, ataques sorrateiros e ferramentas como a lâmina oculta e bombas de fumaça oferecem uma variedade de maneiras de abordar os desafios.

    Neste novo título também temos a presença de uma águia companheira, Enkidu, que funciona como um sexto sentido, auxiliando na exploração e no planejamento das ações. O sistema de progressão através de uma ‘arvore de habilidades’ e a variedade de equipamentos e colecionáveis enriquecem a jogabilidade.

    Conclusão

    Assassin’s Creed Mirage é uma adição impressionante à série, mergulhando na história de um personagem icônico e oferecendo um mundo aberto deslumbrante para explorar. Com sua narrativa cativante, jogabilidade envolvente e uma beleza imersiva, este título é uma viagem no tempo que os fãs e novos jogadores certamente apreciarão.

    O game atinge o equilíbrio certo entre homenagear as raízes da franquia e inovar. Ele retira os elementos de RPG que se tornaram persistentes nos jogos anteriores, retornando a uma abordagem mais direta, mas mantém a essência do que torna Assassin’s Creed único.

    O jogo oferece uma história principal que pode ser concluída em cerca de 20 horas, um contraste refrescante em relação aos títulos recentes da franquia que eram mais extensos. Esta abordagem direta faz de Mirage uma oferta única e atraente para os fãs da série.


    Jucélio “Lenda” Verissimo
    Computador (PC)

    Assassin’s Creed Mirage foi gentilmente cedido pela Ubisoft para a realização desta análise.

    Esta review representa a nossa opinião diante de tudo o que vimos e experimentamos, sabemos que cada pessoa possui opiniões diferentes em alguns aspectos, por isso sempre encorajamos que todos experimentem e tirem as suas próprias conclusões.

  • Novo trailer de Assassin’s Creed Mirage é revelado na Gamescom

    Novo trailer de Assassin’s Creed Mirage é revelado na Gamescom

    A revelação do novo trailer de Assassin’s Creed Mirage no evento Opening Night Live da Gamescom 2023 trouxe à tona mais pistas intrigantes sobre o que está por vir nesse próximo capítulo da popular franquia. Embora o trailer não tenha apresentado um gameplay completo, ele conseguiu proporcionar um vislumbre da narrativa e das mecânicas do jogo.

    Confira o novo trailer:

    O foco na história e nas motivações de Basim, o protagonista, sugere que Assassin’s Creed Mirage está preparado para explorar profundamente os motivos e conflitos internos do personagem. A letalidade demonstrada pelo protagonista não apenas aumenta a expectativa em relação ao combate, mas também insinua a complexidade de suas habilidades assassinas, deixando claro que os jogadores podem esperar uma experiência empolgante em termos de jogabilidade.

    O trailer também provocou intrigantes indícios sobre o arsenal disponível no jogo. A presença de um inimigo segurando uma bomba sugere uma expansão do leque de armas e táticas à disposição dos jogadores, adicionando uma dimensão estratégica ao gameplay. A inclusão de arremessos de faca, parkour, saltos, assassinatos e espadas indica um retorno às mecânicas familiares que os fãs da série adoram.

    A aparição de um grupo mascarado que ecoa o Culto do Cosmo e os antagonistas de Origins eleva a especulação sobre as organizações obscuras que têm sido uma parte fundamental da narrativa da franquia. A possível presença reforçada dos Templários e outras forças perigosas acrescenta um elemento de conflito e intriga, sugerindo que os jogadores podem esperar uma narrativa repleta de reviravoltas e revelações.

    No entanto, é importante destacar que o trailer ofereceu apenas um vislumbre das nuances do jogo. O sucesso de Assassin’s Creed Mirage dependerá de como esses elementos serão integrados à experiência completa do jogo. Como fãs da série, podemos aguardar ansiosamente para ver como essa história se desenrola e como as mecânicas de gameplay se encaixam para proporcionar uma experiência envolvente.

  • Saiba tudo sobre Assassin’s Creed Mirage, novo trailer e mais

    Saiba tudo sobre Assassin’s Creed Mirage, novo trailer e mais

    O jogo Assassin’s Creed Mirage recebeu novo trailer, o próximo grande lançamento da Ubisoft, tem despertado muito interesse dos jogadores e vem revelando vários detalhes empolgantes. Após o recente anúncio da data de lançamento, o game foi agraciado não somente com um, mas com dois trailers, um focado na história e outro apresentando um gameplay sem cortes ou edições, durante o evento Ubisoft Forward de hoje (12).

    Confira o trailer focado na história:

    A trama de Assassin’s Creed Mirage já é conhecida: Basim, personagem relevante no título anterior da franquia, vivia como um ladrão nas ruas de Bagdá até ser encontrado pela ordem dos assassinos em um momento perigoso.

    Uma das promessas mais empolgantes da Ubisoft é que o novo título busca retornar às origens da franquia, resgatando o estilo apresentado nos jogos de Altair e Ezio, especialmente. A descrição do jogo destaca que ele é “uma versão moderna dos recursos e jogabilidade que há 15 anos definem a franquia“.

    Veja o gameplay do novo jogo:

    Essa proposta fica bastante evidente no trailer de gameplay revelado hoje, onde a movimentação, incluindo o parkour, remete fortemente aos títulos clássicos da série. Há também algumas novidades interessantes, como a habilidade de derrubar prateleiras para bloquear os inimigos e a possibilidade de subir em troncos de madeira, que podem cair e servir como atalho.

    Assassin's Creed Mirage (Imagem de Reprodução)

    O gameplay pelos telhados, que havia perdido relevância na trilogia mais recente com um enfoque maior em ação no chão, retorna como um elemento central em Assassin’s Creed Mirage. Outro aspecto marcante dos jogos clássicos, a capacidade de se misturar com as pessoas, ganha destaque novamente e se mostra crucial para o stealth no jogo.

    Assassin’s Creed Mirage oferecerá uma variedade de ferramentas aos jogadores, como bombas de fumaça, dardos e outros objetos arremessáveis. Além disso, será possível escolher entre diversas missões, cada uma oferecendo recompensas diferentes, algo que já se tornou comum na franquia ao longo do tempo.

    Assassin's Creed Mirage (Imagem de Reprodução)

    A pré-venda do jogo já está disponível e inclui uma missão bônus. A versão Deluxe do jogo traz um traje inspirado em Prince of Persia, além de visuais exclusivos para a águia, montaria, armas e muito mais.

    O game está programado para ser lançado no dia 12 de outubro de 2023, chegando aos jogadores de PC, PS5, PS4, Xbox One e Xbox Series X|S. A versão Deluxe estará disponível para os assinantes do Ubisoft+.

  • Assassin’s Creed: Valhalla pode ser jogado de graça até 19 de dezembro

    A Ubisoft acaba de anunciar que Assassin’s Creed Valhalla, o mais recente título da premiada franquia Assassin’s Creed, está disponível pela segunda vez em um fim de semana gratuito. De 15/12, a 19/12, o game pode ser baixado e jogado de graça por usuários de Xbox Series X/S, Xbox One, PlayStation 5, PlayStation 4 e PC (via Ubisoft Store, Epic Games Store e Steam).

    Durante o período de experimentação, os jogadores terão acesso ao jogo completo, e aqueles que optarem pela compra definitiva do game manterão o progresso conquistado. Pela primeira vez, Assassin’s Creed Valhalla também contará com um programa de indicação que permite aos jogadores convidarem seus amigos para seguir sua própria saga Viking e receber recompensas.

    Desenvolvido pela Ubisoft Montreal em colaboração com outros estúdios da Ubisoft, Assassin’s Creed Valhalla apresenta a saga de Eivor, um lendário líder viking que deixou a Noruega no século IX d.c por causa de guerras e recursos cada vez mais escassos.

    Nessa grande aventura, os jogadores vivenciam o implacável estilo de luta dos guerreiros Viking com um aprimorado combate de dupla empunhadura e experimentam recursos inéditos, como invasões, construções de assentamentos e sistemas de progressão e atualização de equipamentos.

    Alianças políticas, decisões de combate e escolhas de diálogo podem influenciar o mundo de Assassin’s Creed Valhalla, e os jogadores têm que escolher sabiamente seus caminhos para proteger o futuro de seu clã.