Tag: Ubisoft

  • Assassin’s Creed: Black Flag Resynced – Análise

    Assassin’s Creed: Black Flag Resynced – Análise

    Poucos jogos da série Assassin’s Creed deixaram uma marca tão forte quanto Black Flag. A aventura de Edward Kenway conseguiu algo raro: manter as bases da franquia enquanto criava uma experiência de pirataria que funcionava por conta própria. Mais de uma década depois, Assassin’s Creed Black Flag Resynced retorna com gráficos refeitos, controles modernos, novas missões e mudanças importantes em quase todos os seus sistemas.

    A Ubisoft não tratou o projeto como uma simples atualização de resolução. O Caribe foi reconstruído, o combate ganhou novas regras, o parkour está mais preciso e as batalhas navais ficaram mais profundas. A campanha também passou por cortes e expansões, com capítulos inéditos para personagens conhecidos e conteúdos opcionais que exploram outras possibilidades para a história.

    O resultado é um remake que entende por que o original continua tão querido, mas que não acerta em todas as decisões. Resynced entrega a melhor versão de Black Flag em jogabilidade e apresentação, embora ainda carregue problemas de inteligência artificial, movimentação e ritmo narrativo.

    Uma aventura pirata que continua atual

    Black Flag acompanha Edward Kenway, um marinheiro movido pela busca por dinheiro, liberdade e reconhecimento. Depois de tomar a identidade de um Assassino, ele acaba envolvido no conflito entre Assassinos e Templários, enquanto tenta construir sua própria lenda durante a Era de Ouro da Pirataria.

    A história continua funcionando porque Edward não começa como um herói tradicional. Ele é ambicioso, impulsivo e costuma colocar seus interesses acima das pessoas ao seu redor. Sua evolução acontece aos poucos, conforme as consequências de suas escolhas atingem seus amigos e destroem parte do sonho de criar uma sociedade pirata livre.

    Barba-Negra, Stede Bonnet, Mary Read, Adéwalé e outros personagens ajudam a transformar a campanha em algo maior do que uma simples caça a tesouros. O remake mantém essa base e adiciona novas cenas, diálogos e missões que dão mais espaço para algumas dessas figuras.

    As novidades não mudam o sentido da história original. Em vez disso, aprofundam relações que antes avançavam de forma rápida. Stede Bonnet recebe mais atenção, Barba-Negra ganha conteúdo adicional e a relação de Edward com Caroline é apresentada com mais cuidado.

    O Caribe nunca esteve tão bonito

    A reconstrução visual é um dos maiores acertos de Assassin’s Creed Black Flag Resynced. O Caribe está mais vivo, colorido e detalhado, com cidades cheias, vegetação densa e uma iluminação que muda bastante a aparência dos cenários.

    Havana chama a atenção por suas ruas, telhados e construções iluminadas pelo sol. Nassau mantém sua aparência mais suja e desorganizada, reforçando a ideia de um local tomado por piratas. Já as pequenas ilhas e áreas costeiras oferecem praias, cavernas, ruínas e pontos de mergulho que convidam à exploração.

    O oceano continua sendo o grande destaque visual. As ondas reagem ao clima, tempestades reduzem a visibilidade e o movimento da água transmite melhor o peso das embarcações. Navegar durante um fim de tarde ou enfrentar uma chuva forte em alto-mar cria alguns dos momentos mais bonitos da aventura.

    O ciclo de dia e noite também ajuda na ambientação. Durante a noite, tochas, velas e lampiões iluminam ruas e acampamentos, enquanto as áreas escuras podem ser usadas para facilitar abordagens furtivas.

    Apesar do ótimo conjunto, alguns efeitos ficam abaixo do restante. Fogo e fumaça nem sempre apresentam o mesmo nível de qualidade, e certas animações faciais ainda parecem rígidas. São falhas visíveis, mas não diminuem o impacto geral da reconstrução.

    Parkour moderno melhora a exploração

    A movimentação era um dos pontos que mais mostravam a idade do Black Flag original. Resynced reformula o sistema e aproxima Edward dos protagonistas mais recentes da série.

    O personagem pode realizar saltos manuais, movimentos laterais, impulsos para trás e mudanças rápidas de direção. As cidades também foram ajustadas para receber o novo parkour, com rotas mais claras e caminhos que tornam a exploração vertical mais natural.

    Correr pelos telhados de Havana está mais agradável, assim como perseguir partituras ou encontrar entradas alternativas para áreas protegidas. A resposta dos comandos melhorou e Edward parece menos preso às animações antigas.

    Isso não significa que o sistema seja perfeito. Em alguns momentos, o protagonista ainda pode saltar para uma direção diferente da esperada, se agarrar a um ponto indesejado ou cair durante uma sequência simples. Jogadores acostumados ao esquema de controles de 2013 também precisarão de algum tempo para se adaptar.

    Mesmo com esses tropeços, o novo parkour representa uma melhoria clara. A maior parte da exploração deixou de ser uma disputa contra os comandos e passou a depender mais da leitura do cenário.

    Furtividade oferece mais liberdade

    Resynced também amplia as opções de furtividade. Edward agora pode se agachar livremente e usar um modo de observação que facilita a identificação de guardas, rotas e pontos de interesse.

    Luz e sombra afetam a visibilidade, permitindo que o jogador aproveite áreas escuras para se aproximar dos inimigos. O mergulho livre também abre novas entradas em fortalezas, acampamentos e navios próximos à costa.

    Outra mudança importante está nas missões de perseguição e espionagem. No original, perder um alvo, chegar perto demais ou ser detectado poderia causar uma falha imediata. No remake, essas atividades são mais abertas.

    Quando o plano inicial dá errado, a missão pode continuar com um novo objetivo. O jogador pode perseguir o alvo, iniciar um confronto ou procurar outra forma de conseguir a informação necessária. Essa decisão reduz bastante a frustração sem retirar completamente o desafio.

    A inteligência artificial, porém, limita parte desse avanço. Alguns inimigos percebem mudanças no ambiente e tentam cercar Edward, enquanto outros ignoram corpos próximos ou podem ser atraídos várias vezes para o mesmo ponto. Esconder-se em locais previsíveis e repetir a mesma estratégia ainda funciona com frequência maior do que deveria.

    A furtividade está melhor equipada, mas nem sempre encontra adversários capazes de responder à altura.

    Combate rápido, bonito e mais exigente

    O combate terrestre foi completamente reformulado. O sistema do original era muito dependente de esperar um ataque, contra-atacar e iniciar uma sequência de eliminações. Em Resynced, os confrontos exigem mais atenção ao ritmo dos inimigos.

    Edward pode atacar, esquivar, realizar parries, usar golpes pesados e combinar ferramentas durante a luta. Pistolas, chutes, rasteiras e o dardo com corda ajudam a quebrar defesas ou interromper ataques.

    Os parries são a base do novo sistema. Ao bloquear um golpe no momento correto, Edward cria uma abertura para executar o inimigo. Dependendo da arma equipada, é possível ligar várias eliminações e transformar o combate em uma sequência cinematográfica.

    Os adversários mais simples caem rapidamente, mas brutos e capitães exigem que sua defesa seja quebrada. Isso incentiva o uso das ferramentas e impede que todas as batalhas sejam vencidas apenas com o mesmo comando.

    A ideia funciona e deixa as lutas mais ativas. O problema está na janela de reação de alguns ataques. Golpes que só podem ser evitados com esquiva podem acontecer rápido demais, o que gera momentos frustrantes até que o jogador entenda o tempo de cada inimigo.

    A inteligência artificial também apresenta comportamentos irregulares. Há batalhas em que os adversários cercam Edward e pressionam de forma eficiente, mas outras se transformam em repetições do mesmo padrão.

    Mesmo assim, o novo combate é mais interessante do que o sistema do original. Ele mantém a sensação de poder do protagonista, mas pede mais participação do jogador.

    A Lâmina Oculta perdeu espaço nas lutas

    Uma das decisões mais discutíveis do remake está no uso da Lâmina Oculta. O equipamento continua importante para eliminações silenciosas, mas deixou de funcionar como uma arma comum durante os confrontos.

    A mudança reforça a função da lâmina como ferramenta de assassinato, porém reduz a liberdade presente no jogo de 2013. Para veteranos que gostavam de enfrentar grupos usando apenas as lâminas, a ausência será sentida.

    O combate oferece alternativas suficientes para continuar divertido, mas retirar uma opção tão ligada à identidade da franquia parece uma escolha desnecessária.

    Equipamentos criam diferentes estilos de jogo

    Edward pode usar espadas, pistolas, trajes e outros itens divididos por raridade e características. Cada arma apresenta vantagens próprias, como maior dano, velocidade ou capacidade de ligar mais eliminações.

    Os berloques adicionam bônus passivos. Alguns aumentam o dinheiro recebido, outros reduzem o tempo de espera de ferramentas ou recuperam vida após uma execução.

    O sistema não transforma Black Flag em um RPG pesado. Os números existem para permitir escolhas e estimular a busca por equipamentos, sem criar inimigos que sobrevivem a dezenas de golpes apenas por estarem em um nível maior.

    É possível montar uma configuração voltada para combate, furtividade, exploração ou ganho de recursos. Essa camada combina bem com o mundo aberto e dá mais valor aos tesouros encontrados.

    O Gralha continua sendo o verdadeiro protagonista

    Todas as melhorias em terra são importantes, mas é no mar que Assassin’s Creed Black Flag Resynced alcança seus melhores momentos.

    Navegar com o Gralha continua sendo uma das experiências mais marcantes da série. O som das ondas, as mudanças do clima e as cantigas da tripulação criam uma sensação de aventura que poucos jogos conseguiram repetir.

    As batalhas navais estão mais estratégicas. As armas receberam disparos secundários, os pontos fracos dos navios ganharam mais importância e o botão de defesa deixou de ser quase decorativo.

    Tentar vencer apenas trocando tiros pode levar o Gralha ao fundo rapidamente. É necessário controlar a distância, escolher o melhor tipo de disparo e proteger a tripulação no momento do impacto.

    As embarcações inimigas também exigem abordagens diferentes. Navios pequenos podem ser destruídos com facilidade, enquanto fragatas e Man O’ Wars pedem melhorias, planejamento e uso correto das armas.

    Os confrontos ficam ainda melhores durante tempestades, quando ondas, ventos e baixa visibilidade aumentam a tensão.

    Novos oficiais melhoram o combate naval

    O Gralha pode receber três novos oficiais, cada um com uma linha própria de missões e uma habilidade ligada à embarcação.

    Lucy melhora a defesa do navio e recompensa bloqueios realizados no momento certo. O Padre libera uma investida mais forte com o aríete. Tobias amplia o poder de ataque e oferece novas opções para os canhões.

    As habilidades não são apenas bônus pequenos. Elas mudam a forma de enfrentar navios e dão ao jogador mais motivos para completar as missões secundárias.

    Os oficiais também ajudam a tornar a tripulação mais pessoal. Embora sua apresentação seja simples no começo, suas histórias ganham espaço e criam uma ligação maior com o Gralha.

    Até pequenos detalhes, como a possibilidade de levar um gato ou um macaco no navio, ajudam a dar identidade à embarcação.

    Abordagens e gestão da frota foram aprimoradas

    Depois de enfraquecer um navio inimigo, Edward pode iniciar uma abordagem. O sistema agora usa uma barra de moral, reduzida conforme os membros da tripulação adversária são derrotados.

    Objetivos como destruir recursos ou retirar a bandeira continuam disponíveis, mas deixam de ser obrigatórios em todas as abordagens. Quem prefere apenas lutar pode dominar o convés até quebrar a resistência inimiga.

    Após a vitória, é possível usar o navio capturado para reparar o Gralha, reduzir o nível de procurado, obter mais recursos ou enviar a embarcação para a Frota Kenway.

    A gestão da frota retorna com ajustes. Tipos diferentes de navio cumprem funções próprias, ajudando na coleta de materiais, comércio e geração de renda.

    A base em Grande Inagua também apresenta uma evolução mais visível. Melhorar construções libera equipamentos, serviços e benefícios para Edward e para o Gralha.

    Explorar continua sendo uma grande recompensa

    O Caribe está cheio de atividades: contratos, tesouros, fortalezas, partidas de caça, animais, áreas de mergulho, canções e pequenas ilhas.

    Nem todas as tarefas apresentam ideias novas, e parte do conteúdo ainda repete estruturas do jogo original. Porém, a exploração funciona porque quase sempre oferece algo útil, seja dinheiro, materiais, equipamentos ou melhorias para o navio.

    O mergulho livre é uma das melhores novidades. Edward pode entrar na água em diferentes pontos e procurar baús escondidos perto das ilhas. A exploração subaquática amplia o mapa sem parecer apenas mais um marcador obrigatório.

    As cantigas marítimas também retornam, acompanhadas por novas músicas. Coletá-las em terra continua sendo divertido, principalmente porque cada nova composição melhora as viagens com a tripulação.

    O piloto automático permite que o Gralha siga a rota marcada, mas usar o recurso o tempo todo significa perder parte do encanto. Black Flag funciona melhor quando o jogador aceita o ritmo do oceano, encontra eventos no caminho e aproveita as músicas dos marinheiros.

    As mudanças na narrativa dividem opiniões

    O remake remove as antigas sequências obrigatórias nos escritórios da Abstergo. A campanha passa a manter o foco em Edward e na aventura histórica, sem interromper a viagem para colocar o jogador em um ambiente moderno.

    Essa decisão melhora o ritmo para quem nunca gostou das partes da Abstergo. Ao mesmo tempo, o corte não foi substituído de forma perfeita. Algumas transições entre capítulos parecem rápidas ou incompletas, principalmente no início da história.

    Parte da ligação com o Animus retorna por meio de Rifts opcionais. Essas anomalias apresentam cenários alternativos e mostram o que poderia ter acontecido caso Edward ou outros personagens tomassem decisões diferentes.

    Os Rifts são interessantes como conteúdo extra, mas não possuem o mesmo peso narrativo da campanha. Funcionam melhor como curiosidades para fãs do que como uma mudança essencial na história.

    O remake também adiciona um arco de fim de jogo e novas missões para personagens conhecidos. Esse conteúdo ajuda a completar histórias e oferece bons motivos para continuar jogando depois dos capítulos principais.

    Um remake completo, mas não definitivo

    Resynced traz bastante conteúdo novo, mas não reúne tudo o que existia no lançamento original e em suas expansões.

    O modo multiplayer não retornou. A campanha Freedom Cry, estrelada por Adéwalé, também não faz parte do pacote. A ausência pesa porque impede que o remake seja a versão definitiva em quantidade de conteúdo.

    Algumas atividades antigas foram reduzidas, movidas ou retiradas para diminuir a repetição. Na maior parte das vezes, os cortes melhoram o ritmo. Ainda assim, jogadores interessados em preservar toda a estrutura de 2013 encontrarão motivos para manter o original.

    O remake é a melhor versão para jogar, mas o título antigo continua importante como obra completa de sua época.

    Desempenho e problemas técnicos

    O jogo apresenta uma base técnica forte, com opções de desempenho a 60 quadros por segundo nos consoles e modos que priorizam qualidade visual.

    As transições entre o mar e as grandes cidades são mais naturais, com poucas interrupções. A ausência de longas telas de carregamento ajuda a manter a sensação de um mundo conectado.

    Ainda existem bugs. Edward pode travar em superfícies, inimigos podem apresentar movimentos estranhos e colisões nem sempre funcionam como deveriam. A inteligência artificial dos navios também pode tomar decisões confusas durante perseguições.

    As cenas limitadas a 30 quadros por segundo causam uma diferença visível quando o jogo alterna entre narrativa e jogabilidade. Não é um problema capaz de estragar a campanha, mas reduz a fluidez da apresentação.

    A dublagem em português também apresenta momentos irregulares. Algumas vozes funcionam bem, enquanto outras falas parecem artificiais ou não combinam com a emoção das cenas.

    O conjunto continua sólido, mas falta um último nível de polimento para eliminar problemas que já acompanham a Ubisoft há anos.

    Assassin’s Creed Black Flag Resynced vale a pena?

    Assassin’s Creed Black Flag Resynced entende que a força do original não estava apenas em Edward Kenway ou no conflito entre Assassinos e Templários. O verdadeiro diferencial sempre foi a liberdade de navegar, explorar ilhas e construir uma vida de pirata no Caribe.

    O remake melhora os sistemas que mais precisavam de atenção. O parkour está mais confortável, a furtividade oferece mais opções e o combate terrestre exige maior participação. No mar, o Gralha está melhor do que nunca, com batalhas mais estratégicas, novos oficiais e mais formas de personalizar a experiência.

    A reconstrução visual é impressionante e transforma locais conhecidos em cenários dignos da atual geração. As novas missões também aprofundam personagens importantes sem mudar a essência da campanha.

    Os problemas de inteligência artificial, os bugs e certas falhas no parkour impedem uma nota mais alta. A retirada das sequências modernas causa transições estranhas, enquanto a ausência do multiplayer e de Freedom Cry reduz o valor do pacote como edição definitiva.

    Mesmo com essas limitações, Resynced é uma ótima reconstrução de um dos melhores capítulos da franquia. Novos jogadores encontram aqui a forma mais moderna de conhecer Edward Kenway. Veteranos recebem uma aventura familiar, mas renovada o suficiente para justificar outra viagem pelo Caribe.

    Pontos positivos

    • Caribe reconstruído com ótimo nível de detalhes;
    • batalhas navais mais estratégicas e variadas;
    • movimentação e parkour mais responsivos;
    • combate terrestre rápido e cinematográfico;
    • furtividade mais livre e menos frustrante;
    • novos oficiais com missões e habilidades próprias;
    • conteúdo adicional para personagens importantes;
    • melhorias de qualidade de vida e acessibilidade;
    • exploração marítima e subaquática mais rica;
    • novas cantigas e opções de personalização.

    Pontos negativos

    • inteligência artificial irregular;
    • bugs de colisão e movimentação;
    • parkour ainda causa saltos inesperados;
    • transições narrativas afetadas pela retirada da Abstergo;
    • missões secundárias ainda podem se repetir;
    • Lâmina Oculta perdeu espaço no combate;

    Jucélio “Lenda” Verissimo
    Computador (PC)

    Assassin’s Creed: Black Flag Resynced foi gentilmente cedido pela Ubisoft para a realização desta análise.

    Esta review representa a nossa opinião diante de tudo o que vimos e experimentamos, sabemos que cada pessoa possui opiniões diferentes em alguns

  • Assassin’s Creed Black Flag Resynced será revelado em showcase no dia 23

    Assassin’s Creed Black Flag Resynced será revelado em showcase no dia 23

    A Ubisoft confirmou que Assassin’s Creed Black Flag Resynced será oficialmente revelado em um showcase dedicado no dia 23 de abril, às 13h no horário de Brasília. A apresentação será transmitida globalmente pelos canais oficiais da companhia no YouTube e na Twitch, marcando o retorno de um dos capítulos mais lembrados da franquia.

    O anúncio chama atenção não apenas pelo peso do nome Black Flag, mas também pelo mistério em torno do projeto. Até o momento, a Ubisoft confirmou apenas que Black Flag Resynced será apresentado oficialmente no showcase, sem detalhar sua estrutura, plataformas, janela de lançamento ou o tipo exato de reformulação que será aplicada ao jogo. Em outras palavras, o evento do dia 23 deve ser o primeiro grande momento para entender qual será a proposta dessa nova versão.

    Lançado originalmente em 2013, Assassin’s Creed IV: Black Flag se consolidou como um dos títulos mais marcantes da série ao combinar exploração naval, combates marítimos e uma ambientação pirata que até hoje segue entre as favoritas dos fãs. O impacto desse legado foi reforçado pela própria Ubisoft em 2023, quando a empresa revelou que o jogo havia ultrapassado a marca de 34 milhões de jogadores em todo o mundo.

    Esse retorno, portanto, não acontece por acaso. Em uma franquia que já soma 230 milhões de unidades vendidas globalmente, poucos jogos carregam um apelo nostálgico tão forte quanto Black Flag. O título estrelado por Edward Kenway continua sendo lembrado como uma das entradas mais carismáticas da série, especialmente por sua mistura entre aventura em mundo aberto, combates navais e a liberdade de explorar o Caribe em uma era dominada por corsários e disputas imperiais.

    Por enquanto, a Ubisoft ainda trata Resynced como uma revelação a ser descoberta no próprio showcase, o que naturalmente abre espaço para expectativa em torno de melhorias visuais, ajustes de jogabilidade e possíveis novidades estruturais. Ainda assim, até que a apresentação aconteça, qualquer detalhe além do anúncio oficial permanece no campo da especulação. O que já é certo é que a empresa decidiu recolocar Black Flag no centro das atenções, apostando no valor histórico de um dos jogos mais populares da marca.

    Com isso, o showcase de 23 de abril passa a ser um dos eventos mais importantes do momento para os fãs de Assassin’s Creed. Se a proposta conseguir preservar a identidade do original enquanto atualiza sua experiência para os padrões atuais, Black Flag Resynced tem potencial para se tornar um dos anúncios mais comentados da Ubisoft neste ano.

  • Assassin’s Creed: Shadows – DLC: Claws of Awaji – Análise

    Assassin’s Creed: Shadows – DLC: Claws of Awaji – Análise

    Depois de uma campanha principal que deixou algumas pontas soltas importantes, Assassin’s Creed Shadows retorna com sua grande expansão para dar continuidade à jornada de Naoe e Yasuke. Em Claws of Awaji, a dupla parte rumo a uma nova ilha em busca de respostas, enfrentando uma ameaça inédita em uma região que tenta se diferenciar do mapa base não apenas pela ambientação, mas também pelo tom mais hostil da exploração. Agora chegou o momento de conferir a nossa análise completa e sem spoilers.

    Mas será que essa expansão realmente entrega o fechamento que muitos esperavam para a história?

    Um Retorno Que Faz Sentido

    Ao decorrer da nossa análise, ficou claro que Claws of Awaji funciona melhor quando é entendida como uma continuação direta dos eventos do jogo base, e não como uma grande reinvenção da experiência. A expansão retoma uma linha narrativa que havia ficado em aberto, colocando Naoe e Yasuke em uma nova missão que tenta aprofundar a jornada dos protagonistas e dar mais peso a elementos que antes pareciam apenas sugeridos.

    A introdução é um dos momentos mais interessantes da DLC, justamente por apresentar esse novo capítulo de maneira um pouco diferente do habitual. Há uma preocupação em criar um início mais marcante, que chama a atenção e estabelece rapidamente o clima da nova aventura. A expansão também acerta ao ser mais objetiva do que a campanha principal em sua progressão, evitando por um tempo aquela sensação de excesso de dispersão que marcou parte do ritmo de Shadows.

    Ainda assim, a história não escapa de um problema já conhecido. Embora exista uma motivação clara e um ponto de partida promissor, o roteiro novamente demora a transformar esse gancho em algo realmente memorável. Existem bons momentos, algumas cenas com peso dramático e uma tentativa evidente de encerrar certas questões, mas em partes raramente alcança a carga emocional que promete. Em vez de entregar uma conclusão realmente impactante, a expansão muitas vezes parece apenas prolongar conflitos que já deveriam chegar aqui com mais força.

    Awaji Traz Identidade Própria, Mas Cobra um Preço

    A ilha de Awaji é, sem dúvida, o grande diferencial visual e estrutural da expansão. Oficialmente, a Ubisoft descreve a região como um novo mundo aberto além da Baía de Osaka, marcado por emboscadas, armadilhas e pela presença constante de novos inimigos letais. Essa identidade aparece logo nos primeiros momentos e ajuda a DLC a construir uma atmosfera mais opressiva do que a do jogo base.

    Há um senso constante de ameaça durante a exploração. Diferente de outras áreas do jogo principal, Awaji passa a impressão de que o jogador está invadindo um território que reage o tempo todo à sua presença. Emboscadas surgem com frequência, inimigos aparecem de forma sorrateira e o simples ato de cavalgar entre um objetivo e outro costuma ser menos tranquilo do que antes. Isso contribui para dar personalidade à expansão e reforça a proposta de uma jornada mais tensa.

    Por outro lado, essa mesma ideia nem sempre funciona a favor do ritmo. Em vários momentos, a hostilidade excessiva da ilha quebra o fluxo da exploração em vez de enriquecê-lo. O relevo mais irregular, a vegetação fechada e a quantidade de interrupções fazem com que certos deslocamentos pareçam mais demorados do que deveriam. O mapa até tem beleza e identidade, mas nem sempre oferece a liberdade de movimentação que a série costuma usar como uma de suas principais virtudes.

    Curiosamente, os assentamentos e algumas áreas urbanas se saem melhor. Quando a expansão deixa o jogador aproveitar mais o parkour, usar telhados e pensar rotas com mais criatividade, Awaji mostra um lado mais interessante. É nesses momentos que o design da ilha realmente conversa com o que Assassin’s Creed tem de mais característico.

    Chefes Mais Interessantes Elevam a Experiência

    Se existe um ponto em que Claws of Awaji realmente se destaca, é na forma como lida com alguns de seus confrontos principais. Ao contrário da campanha base, que espalhava muitos alvos pelo mapa e nem sempre dava personalidade suficiente a eles, a expansão parece mais preocupada em fazer com que certos inimigos tenham presença, estilo e identidade própria.

    Isso se reflete diretamente nas batalhas. Algumas lutas exigem mais furtividade, outras valorizam o combate direto, e há também momentos em que a investigação pesa mais na progressão. Essa variedade ajuda a DLC a encontrar um equilíbrio melhor entre os pilares da franquia e torna a caçada aos principais alvos mais interessante do que boa parte da estrutura repetitiva do jogo principal.

    Naoe e Yasuke continuam funcionando muito bem como dupla justamente por representarem abordagens opostas. Naoe segue sendo a melhor escolha para infiltrações, assassinatos silenciosos e movimentação ágil, enquanto Yasuke mantém sua força em confrontos frontais, absorvendo dano e dominando embates mais intensos. A expansão entende essa diferença e, quando acerta, usa os dois de forma complementar em vez de simplesmente repetir o modelo que o jogador já conhece.

    O Bastão Bō É Uma Adição Muito Bem-Vinda

    Entre as novidades mais interessantes desta fase pós-lançamento está a chegada do para Naoe. A Ubisoft confirmou a arma como parte da atualização relacionada à expansão, liberando uma missão gratuita para todos os jogadores aprenderem seu uso, enquanto a DLC amplia esse arsenal com armas lendárias, novos equipamentos, habilidades e itens que podem ser levados de volta para o jogo base.

    Na prática, o bastão é uma excelente adição ao combate. Ele amplia as possibilidades de Naoe de uma forma muito natural, oferecendo mais versatilidade para quem quer continuar priorizando agilidade, mas sem ficar tão limitado quando o confronto direto se torna inevitável. É o tipo de novidade que não parece mero extra cosmético ou conteúdo descartável: ela realmente acrescenta algo à jogabilidade.

    Esse é um dos pontos em que a expansão mais claramente agrega valor ao pacote completo de Shadows. Mesmo para quem não vê em Claws of Awaji uma continuação essencial, o novo estilo de combate de Naoe é um reforço muito bem-vindo para a experiência geral.

    Mais Conteúdo, Mas Nem Sempre Mais Impacto

    A Ubisoft também aproveitou o período da expansão para ampliar o suporte ao jogo com mudanças gratuitas, incluindo aumento do level cap para 100, novas melhorias para o esconderijo, opção de avançar o horário do dia por meditação e ajustes de progressão ligados a exploração e equipamento. Tudo isso ajuda a reforçar a sensação de continuidade do projeto e mostra que Shadows segue recebendo atenção relevante no pós-lançamento.

    No entanto, isso também evidencia um problema: parte do valor de Claws of Awaji está mais no conjunto de melhorias ao redor dela do que em sua narrativa principal. A expansão traz conteúdo, tem boas ideias, oferece chefes mais interessantes e um mapa com personalidade, mas ainda esbarra em velhos vícios da fórmula. A repetição estrutural continua presente, algumas atividades rapidamente perdem o frescor, e o roteiro volta a dar a sensação de que está preparando algo maior sem realmente entregar tudo o que poderia.

    No aspecto técnico, a qualidade visual permanece alta, e Awaji consegue manter o padrão de ambientação detalhada do jogo base. Ainda assim, a expansão não está totalmente livre de tropeços. Pequenos bugs e instabilidades ocasionais podem aparecer e, dependendo da plataforma, acabam prejudicando um pouco o ritmo da aventura.

    Conclusão

    Ao decorrer da nossa análise, notamos que Assassin’s Creed Shadows: Claws of Awaji é uma expansão competente, que encontra seus melhores momentos na ambientação mais hostil da nova ilha, na objetividade maior da progressão e, principalmente, nas batalhas contra chefes mais criativas e marcantes. A chegada do Bō para Naoe também representa uma adição valiosa, capaz de enriquecer o combate de forma genuína.

    Por outro lado, a DLC volta a esbarrar em limitações que já existiam no jogo base. A estrutura ainda repete demais certas ideias, a exploração por vezes perde fluidez, e a narrativa, apesar de partir de uma premissa forte, não alcança todo o impacto dramático que parecia prometer.

    Para quem gostou bastante de Assassin’s Creed Shadows e queria mais tempo ao lado de Naoe e Yasuke, Claws of Awaji é um complemento sólido e com bons momentos. Mas para quem esperava uma expansão capaz de redefinir o peso da história ou elevar a experiência a um novo patamar, talvez a sensação final seja de que faltou um passo além. No fim, trata-se menos de uma conclusão definitiva e mais de um bom apêndice para uma aventura que ainda parece guardar cartas para o futuro.


    Jucélio “Lenda” Verissimo
    Computador (PC)

    Assassin’s Creed: Shadows foi gentilmente cedido pela Ubisoft para a realização desta análise.

    Esta review representa a nossa opinião diante de tudo o que vimos e experimentamos, sabemos que cada pessoa possui opiniões diferentes em alguns aspectos, por isso sempre encorajamos que todos experimentem e tirem as suas próprias conclusões.

  • Ubisoft anuncia Tainá Müller e André Ramiro como vozes brasileiras dos announcers de Rainbow Six Mobile

    Ubisoft anuncia Tainá Müller e André Ramiro como vozes brasileiras dos announcers de Rainbow Six Mobile

    A Ubisoft acaba de anunciar que os atores André Ramiro e Tainá Müller serão as vozes brasileiras oficiais dos announcers do game Rainbow Six Mobile, que será lançado no dia 15 deste mês. Com carreiras consolidadas no cinema e televisão, Ramiro –intérprete do policial André Mathias em “Tropa de Elite” – agora será Henry, personagem de R6 Mobile que orienta o time defensor, enquanto Tainá – protagonista da série “Bom Dia, Verônica” – assume o papel de Betty, a announcer da equipe atacante.

    Rainbow Six Mobile é o novo título da consagrada franquia de games táticos de tiro Tom Clancy’s Rainbow Six. Esse jogo, desenvolvido para dispositivos móveis, apresenta grandes surpresas para fãs da série e novos jogadores. Além disso, a participação dos renomados atores nacionais emprega sotaque, ritmo e identidade brasileira às figuras dos announcers, que dão dicas e instruções estratégicas aos usuários.

    “Gravei a voz da Bety há algum tempo, então estava super ansiosa para ver o jogo lançado e saber como o público irá reagir“, diz Tainá Müller. “Foi uma experiência muito diferente e divertida estar ali, dentro de um jogo, ajudando os jogadores com instruções e falas marcantes. Espero que a comunidade curta tanto quanto a gente curtiu fazer!”

    “Dar voz ao Henry foi uma experiência incrível. Rainbow Six Mobile tem uma abordagem tática muito realista que me lembrou dos treinamentos que fiz com operações policiais no passado, tamanha a imersão do jogo”, afirma Ramiro. “É um universo de estratégia, precisão e adrenalina, e fiquei muito feliz em contribuir com isso. Estou animado com o lançamento e torcendo para que a comunidade de Rainbow Six curta o resultado.”

    Com a iniciativa, a Ubisoft reforça o seu compromisso com a comunidade brasileira e com a entrega de experiências relevantes e culturalmente conectadas ao seu público. Os bastidores da dublagem estão disponíveis nas redes sociais oficiais de Rainbow Six Mobile e mostram detalhes do processo criativo.

    O vídeo dos bastidores pode ser assistido aqui.

    Para mais informações sobre Rainbow Six Mobile, clique aqui.

  • Ubisoft anuncia data de lançamento do novo R6 Mobile

    Ubisoft anuncia data de lançamento do novo R6 Mobile

    A Ubisoft acaba de anunciar a data de lançamento de Rainbow Six Mobile (R6 Mobile), a versão para dispositivos móveis do consagrado jogo de tiro tático em primeira pessoa da franquia Rainbow Six. Gratuito para jogar, o título estará disponível para dispositivos Android e iOS em toda a América Latina a partir de 15 de julho.

    Desenvolvido pela Ubisoft Montreal, Rainbow Six Mobile oferece uma verdadeira experiência de Tom Clancy’s Rainbow Six Siege, onde a jogabilidade tática e a ação fervorosa se encontram. Os jogadores irão se enfrentar em partidas PvP (jogador contra jogador) de 5 contra 5 em seu modo principal: Ataque vs. Defesa. Nele, os atacantes usarão drones de observação para obter informações e operar estrategicamente para superar paredes, pisos e tetos destrutíveis, enquanto os defensores terão como objetivo barricar todos os pontos de entrada e utilizar câmeras espiãs ou armadilhas para proteger suas posições. Ao combinar estratégia com trabalho em equipe, os times viverão a emoção de combates intensos em ambientes fechados, alternando entre ataque e defesa para conquistar a vitória.

    Rainbow Six Mobile foi desenvolvido exclusivamente para dispositivos móveis, trazendo novos recursos para essa versão, além de elementos já existentes em Rainbow Six Siege, incluindo:

    • Modos de jogo: Bomba, Bomb Rush, Team Deathmatch

    • Acesso a mais de 20 operadores, incluindo Ash, Mute, Dokkaebi e outros

    • Mapas icônicos como Bank, Border, Clubhouse, Oregon, além de Summit – um novo mapa exclusivo para mobile

    • Tutorial inicial, que aborda os fundamentos essenciais de Rainbow Six

    • Partidas privadas, partidas ranqueadas e modo Partida Rápida

    • Novos conteúdos sendo adicionados a cada temporada

    O jogo já está disponível na Polônia, na França, no Canadá, no México, no Chile, na Colômbia e na Argentina, e será lançado em toda a América Latina no dia 15 de julho. Demais países terão acesso ao jogo em breve.

    Mais informações sobre Rainbow Six Mobile podem ser acessadas pelo link.

    Para mais informações sobre outros jogos e franquias da Ubisoft, visite o site.

  • Prince of Persia: The Lost Crown Mobile – Análise

    Prince of Persia: The Lost Crown Mobile – Análise

    A Ubisoft surpreende ao trazer Prince of Persia: The Lost Crown para dispositivos móveis, oferecendo uma experiência que mantém a essência do jogo original. Disponível desde 14 de abril para as plataformas Android e iOS, esta versão mobile foi desenvolvida pela Ubisoft Da Nang e promete entregar uma aventura completa e imersiva na palma da sua mão.​

    Narrativa e Ambientação

    No papel de Sargon, um jovem guerreiro dos Imortais, os jogadores embarcam em uma missão para resgatar o príncipe Ghassan. A trama se desenrola no mítico Monte Qaf, um cenário inspirado na mitologia persa, repleto de biomas interconectados, inimigos corrompidos pelo tempo e criaturas mitológicas. A história combina misticismo e elementos de viagem no tempo, proporcionando uma narrativa envolvente e cheia de reviravoltas.

    Jogabilidade e Controles

    A versão mobile mantém a jogabilidade metroidvania do original, com exploração, plataforma e combates estratégicos. Os controles foram adaptados para a tela sensível ao toque, oferecendo personalização completa da interface, incluindo tamanho, posição e transparência dos botões. Além disso, recursos exclusivos foram adicionados para facilitar a experiência, como uso automático de poções, bloqueio automatizado de golpes e opção de desaceleração do tempo.​

    Para aqueles que preferem uma experiência mais tradicional, o jogo oferece suporte completo a controles externos via Bluetooth ou USB-C, garantindo uma jogabilidade mais precisa e confortável.

    Desempenho e Aspecto Visual

    O jogo foi otimizado para dispositivos móveis, oferecendo gráficos de alta qualidade e desempenho fluido. Em aparelhos de última geração, é possível jogar a 60 FPS, proporcionando uma experiência visual impressionante. Mesmo em dispositivos mais modestos, como o Moto G24, o jogo roda de forma estável, com taxas de quadros entre 50 e 60 FPS e sem aquecimento excessivo.

    No entanto, em telas menores, alguns detalhes visuais podem se perder, especialmente em áreas escuras ou com muitos efeitos. A ausência de um seletor de qualidade gráfica pode impactar a experiência em dispositivos com hardware mais limitado.​

    Acessibilidade e Monetização

    A Ubisoft adotou uma abordagem premium para esta versão mobile. Durante as três primeiras semanas após o lançamento, o jogo está disponível por R$49,90; após esse período, o valor será ajustado para R$79,90 . Uma demonstração gratuita da introdução do jogo está disponível, permitindo que os jogadores experimentem antes de adquirir a versão completa.

    Importante destacar que não há anúncios, lootboxes ou microtransações, oferecendo uma experiência completa sem interrupções.​

    Conclusão

    Ao decorrer da nossa análise, verificamos que Prince of Persia: The Lost Crown Mobile é uma adaptação ambiciosa que consegue manter a essência do jogo original. Com uma narrativa envolvente, jogabilidade refinada e desempenho sólido, é uma excelente opção para os fãs da franquia e do gênero metroidvania. Embora a experiência no toque possa ser desafiadora em momentos que exigem precisão, o suporte a controles externos compensa essa limitação.​

    Se você busca uma aventura épica para jogar em qualquer lugar, The Lost Crown é uma escolha que vale a pena considerar.


    Jucélio “Lenda” Verissimo
    Android (Mobile)

    Prince of Persia: The Lost Crown Mobile foi gentilmente cedido pela Ubisoft para a realização desta análise.

    Esta review representa a nossa opinião diante de tudo o que vimos e experimentamos, sabemos que cada pessoa possui opiniões diferentes em alguns aspectos, por isso sempre encorajamos que todos experimentem e tirem as suas próprias conclusões.

  • Assassin’s Creed: Shadows – Análise

    Assassin’s Creed: Shadows – Análise

    A Ubisoft finalmente atendeu ao antigo desejo dos fãs e levou a franquia Assassin’s Creed para o Japão Feudal. Com Shadows, a série retorna com uma ambientação fascinante, dois protagonistas jogáveis e uma abordagem menos focada em elementos de RPG do que seus antecessores diretos, Odyssey e Valhalla. Agora chegou o momento de conferir a nossa análise completa e sem spoilers.

    Será que essa nova entrada na saga faz jus ao peso de seu próprio nome?

    Uma Dupla de Protagonistas

    Ao decorrer da nossa análise, ficou claro que a maior inovação de Assassin’s Creed Shadows é sua estrutura narrativa dividida entre dois personagens jogáveis: Naoe, uma shinobi ágil e furtiva, e Yasuke, um samurai poderoso e imponente. Essa dualidade não é apenas estética; ela reflete diretamente a jogabilidade. Naoe se destaca pelo uso das sombras, escalando paredes, eliminando inimigos de forma silenciosa e utilizando ferramentas clássicas como kunais, shurikens e bombas de fumaça. Yasuke, por outro lado, é um guerreiro de combate direto, resistente e capaz de enfrentar múltiplos inimigos sem grandes dificuldades, empunhando armas como a naginata e o kanabo para golpes devastadores.

    O jogo permite alternar entre os protagonistas em determinados momentos, mas, no geral, a experiência de cada um é bem distinta e adaptada a diferentes estilos de gameplay. Essa variedade é um dos pontos altos do jogo, tornando as missões mais dinâmicas e oferecendo opções estratégicas para o jogador.

    Trama Envolvente, Mas Sem Surpresas

    A história se passa no final do período Sengoku, um dos mais caóticos da história japonesa, onde samurais e clãs ninjas lutavam pelo controle do país. Naoe busca vingança após sua vila ser destruída pelas forças de Oda Nobunaga, enquanto Yasuke, um guerreiro de origem africana que foi escravizado pelos portugueses antes de se tornar samurai, tenta encontrar seu lugar em uma sociedade que ainda o vê como um estrangeiro.

    Apesar do enredo bem construído e dos momentos emocionantes, a narrativa segue uma estrutura familiar para os fãs da franquia. Traições, conspirações e vinganças estão presentes, mas sem grandes reviravoltas. O jogo aposta mais na força emocional dos protagonistas do que em inovações narrativas.

    Jogabilidade Refinada e Menos RPG

    Diferente de Odyssey e Valhalla, Shadows reduz o peso dos elementos de RPG. O sistema de níveis e progressão ainda existe, mas não domina a experiência. Em vez de depender de estatísticas complexas e um extenso loot, o jogo foca na estratégia e na execução do combate ou da furtividade.

    A exploração é recompensadora, com segredos escondidos pelo vasto mapa do Japão. Templos históricos, vilarejos e fortalezas aguardam o jogador, que pode sincronizar pontos de visão para desbloquear novas áreas e descobrir missões secundárias. Além disso, um sistema de construção de esconderijo adiciona um elemento de gerenciamento interessante, permitindo personalizar a base de operações e recrutar aliados.

    Mundo Aberto Impressionante, Mas Com Algumas Repetições

    O Japão Feudal é retratado com um nível de detalhe impressionante. O ciclo dinâmico de clima e a variação entre estações deixam o mundo vibrante e imersivo. As cidades são movimentadas, os templos são fiéis às suas referências históricas, e os campos de arroz e florestas de bambu proporcionam paisagens de tirar o fôlego.

    No entanto, a repetição de missões secundárias e algumas mecânicas que se tornam previsíveis ao longo do tempo podem causar um leve cansaço. Atividades como limpar fortalezas e coletar itens específicos podem se tornar mecânicas obrigatórias para progressão, tirando um pouco da espontaneidade da exploração.

    Desempenho Técnico e Problemas Comuns

    A Ubisoft adiou Assassin’s Creed Shadows algumas vezes para refinar a experiência, e isso trouxe melhorias evidentes. No entanto, alguns bugs ainda estão presentes, como travamentos esporádicos em cutscenes e falhas ocasionais na IA inimiga.

    A dublagem, especialmente em português, é excelente, mas apresenta momentos inconsistentes, onde a emoção das falas não condiz com a intensidade da cena. O modo imersivo, que mantém cada personagem falando seu idioma nativo (japonês, português de Portugal, entre outros), é uma opção interessante para quem busca ainda mais imersão.

    Conclusão: Um Passo à Frente, Mas Sem Revolução

    Ao decorrer da nossa análise, notamos que Assassin’s Creed Shadows entrega um dos mundos mais ricos e bem construídos da franquia, aliado a uma jogabilidade mais estratégica e personagens carismáticos. O combate refinado, a ambientação detalhada e a dualidade entre Yasuke e Naoe são pontos que elevam a experiência. No entanto, a repetição de missões e alguns problemas técnicos impedem que o jogo alcance a excelência total.

    Se você é fã da série e sempre quis explorar o Japão Feudal sob a ótica dos Assassinos, Shadows é uma excelente escolha. Mas se espera uma revolução na franquia, pode não se agradar totalmente. O jogo reafirma a identidade de Assassin’s Creed sem reinventá-la – e, às vezes, isso é o suficiente para garantir uma grande aventura.


    Jucélio “Lenda” Verissimo
    Computador (PC)

    Assassin’s Creed: Shadows foi gentilmente cedido pela Ubisoft para a realização desta análise.

    Esta review representa a nossa opinião diante de tudo o que vimos e experimentamos, sabemos que cada pessoa possui opiniões diferentes em alguns aspectos, por isso sempre encorajamos que todos experimentem e tirem as suas próprias conclusões.

  • Rainbow Six Siege X Showcase revelará grande atualização em março

    Rainbow Six Siege X Showcase revelará grande atualização em março

    O Rainbow Six Siege X Showcase acontece no dia 13 de março de 2025 e promete apresentar Rainbow Six Siege X, a maior atualização da história do jogo. O evento, transmitido ao vivo de Atlanta, EUA, trará melhorias gráficas, sonoras e na jogabilidade, além da estreia da nova operadora Rauora e o lançamento da temporada Operation Prep Phase.

    O que esperar do Rainbow Six Siege X?

    A Ubisoft confirmou que Siege X não será uma sequência, mas uma renovação massiva do jogo. Algumas das mudanças esperadas incluem:

    • Gráficos aprimorados, com possível suporte para DirectX 12;
    • Melhoria no áudio e no design dos mapas;
    • Novo modelo de operadores, começando com Clash;
    • Ajustes de equilíbrio e novas mecânicas táticas.

    A primeira temporada do Ano 10, Operation Prep Phase, também estreia no mesmo dia, trazendo Rauora, atacante da Nova Zelândia equipada com o Lançador D.O.M., um gadget inovador que implanta barreiras inteligentes em portas.

    Como assistir ao Siege X Showcase?

    A transmissão acontecerá no canal oficial de Rainbow Six Siege na Twitch, e quem assistir poderá ganhar Twitch Drops com skins exclusivas.

    Ingressos esgotados, mas ainda há uma chance!

    Os ingressos para o evento presencial se esgotaram, mas jogadores dos EUA e Canadá ainda podem concorrer a dois ingressos VIP, incluindo viagem paga para Atlanta.

    Com mais de 80 milhões de jogadores e um cenário competitivo forte, Rainbow Six Siege está prestes a entrar em uma nova era.

    Não perca o Siege X Showcase!

  • Star Wars: Outlaws – Análise

    Star Wars: Outlaws – Análise

    Star Wars: Outlaws é um jogo de ação e aventura em mundo aberto desenvolvido pela Massive Entertainment, conhecida por seu trabalho em “The Division” e o recém-lançado “Avatar: Frontiers of Pandora“. A nossa análise a seguir vai apresentar detalhes a respeito de todos os principais aspectos do jogo, desde sua narrativa e construção de mundo até a jogabilidade e questões técnicas.

    Publicado pela Ubisoft, o jogo traz uma nova perspectiva para o vasto universo de “Star Wars“, explorando o submundo galáctico entre os eventos de “O Império Contra-Ataca” e “O Retorno de Jedi“.

    Narrativa promissora

    Star Wars: Outlaws - Imagem de Reprodução

    Em Star Wars: Outlaws, você assume o papel de Kay Vess, uma ladra ambiciosa que, ao lado de seu companheiro Nix, se envolve em uma trama de conspiração e grandes roubos na galáxia. A história do jogo se destaca por fugir do tradicional embate entre Jedi e Sith, focando no submundo criminoso e nas lutas por poder entre diversas facções. Essa abordagem proporciona uma narrativa fresca e envolvente.

    Kay Vess é uma protagonista cativante, que, ao longo da jornada, cresce não apenas como personagem, mas também como líder de uma equipe formada por aliados únicos. A relação dela com Nix, seu pequeno companheiro, é especialmente bem trabalhada, oferecendo momentos de afeição e cooperação que aprofundam a conexão entre os dois. No entanto, nem todos os personagens recebem o mesmo tratamento; alguns aliados aparecem apenas para cumprir papéis específicos em missões, sem grande desenvolvimento ou relevância contínua na trama.

    Star Wars: Outlaws - Imagem de Reprodução

    A construção de mundo é um dos pontos mais fortes de Outlaws. A Massive Entertainment fez um trabalho excepcional ao criar planetas e luas que realmente se sentem vivos e habitados. Desde a savana de Toshara até o deserto icônico de Tatooine, cada ambiente é detalhado e autêntico, oferecendo uma imersão profunda no universo de Star Wars. A diversidade de biomas, fauna e arquitetura reflete a riqueza cultural e ambiental da galáxia, fazendo com que cada local explorado tenha sua própria identidade.

    O jogo apresenta um sistema de escolhas que impacta diretamente a reputação de Kay com diferentes facções, como os Pykes, a Aurora Escarlate, os Hutts e os Ashigas. Embora as decisões não alterem drasticamente a narrativa principal, elas influenciam o acesso a certas áreas, itens e missões secundárias. Isso adiciona uma camada estratégica à jogabilidade, incentivando o jogador a considerar cuidadosamente suas alianças.

    Jogabilidade e Exploração

    Star Wars: Outlaws - Imagem de Reprodução

    A jogabilidade de Star Wars: Outlaws é sustentada por três pilares principais: furtividade, exploração e combate. A ênfase na furtividade é clara desde o início, com grande parte das missões envolvendo infiltração, sabotagem e a coleta de informações sem ser detectado. Nix, o pequeno companheiro de Kay, desempenha um papel crucial nessas missões, ajudando a distrair inimigos, desativar alarmes e acessar áreas restritas. Essa mecânica lembra a franquia “Splinter Cell“, misturada com a exploração e os tiroteios rápidos de “Uncharted“.

    Star Wars: Outlaws - Imagem de Reprodução

    Contudo, o sistema de combate de Outlaws é menos robusto. Embora existam melhorias para a arma blaster de Kay e uma variedade de armas que podem ser utilizadas temporariamente, as opções de combate direto são limitadas e repetitivas. Isso pode ser frustrante para jogadores que preferem mais ação e menos furtividade. Além disso, a IA dos inimigos apresenta inconsistências, permitindo que jogadores tirem vantagem de situações repetitivas para eliminar guardas com facilidade, o que reduz a dificuldade e a tensão em algumas missões.

    O jogo incorpora diversos minigames, como o sabacc (jogo de cartas popular no universo de Star Wars), que adicionam diversão e imersão ao mundo. Esses minigames, junto com a possibilidade de interagir com personagens em cantinas para obter informações, ajudam a criar um ambiente mais vivo e dinâmico.

    Star Wars: Outlaws - Imagem de Reprodução

    A exploração é outro destaque do jogo. Outlaws abandona o estilo tradicional da Ubisoft de sobrecarregar o jogador com ícones e missões no mapa, optando por uma abordagem mais orgânica. O jogo incentiva a curiosidade e a investigação, permitindo que o jogador descubra missões e objetivos ao ouvir conversas, ler documentos ou simplesmente explorar o ambiente. Essa decisão torna a experiência de jogo mais imersiva e satisfatória, ainda que alguns jogadores possam sentir falta de uma orientação mais clara em determinados momentos.

    O jogo oferece uma grande variedade de cenários, desde os desertos de Tatooine até os mundos gélidos de Kijimi, todos ricos em detalhes e com uma atmosfera que captura a essência de Star Wars. A inclusão de veículos como o speeder para exploração terrestre e a nave Trailblazer para viagens espaciais contribui para a diversidade da jogabilidade e a sensação de estar realmente navegando pela galáxia.

    Star Wars: Outlaws - Imagem de Reprodução

    Além da trama principal, o jogo oferece uma variedade de missões secundárias, contratos de contrabando e outras atividades que enriquecem a experiência. Essas missões não apenas aumentam a longevidade do jogo, mas também oferecem recompensas que podem facilitar o progresso na campanha principal. No entanto, algumas dessas atividades podem se tornar repetitivas ao longo do tempo, o que pode afetar a motivação para completá-las.

    Aspectos Técnicos e Dublagem

    Star Wars: Outlaws - Imagem de Reprodução

    Visualmente, Star Wars: Outlaws impressiona com sua fidelidade ao universo da franquia. A Massive Entertainment utilizou a engine Snowdrop para criar ambientes detalhados e realistas, apesar de alguns problemas técnicos. Certos efeitos, como fogo, fumaça e respingos de água, apresentam qualidade inferior, especialmente em ambientes de mundo aberto. Há também relatos de artefatos visuais durante a movimentação rápida com o speeder, o que pode comprometer a experiência em momentos mais intensos.

    Star Wars: Outlaws - Imagem de Reprodução

    No PC, o jogo oferece múltiplas opções gráficas para ajustar cada detalhe de acordo com o desempenho do seu computador, e nos consoles o jogo permite que os jogadores escolham entre modos de qualidade visual e desempenho. No PS5, por exemplo, o modo qualidade com 40 FPS parece ser o mais equilibrado, oferecendo uma boa combinação entre visual e fluidez. No entanto, o modo desempenho pode gerar uma quantidade maior de artefatos visuais, o que pode ser um incômodo para jogadores mais exigentes.

    A dublagem em português brasileiro é outro ponto positivo, com um trabalho de voz que se encaixa bem nos personagens e um cuidado especial na adaptação dos sotaques e idiomas das diversas raças presentes no jogo.

    Conclusão

    Ao decorrer da nossa análise ficou claro que Star Wars: Outlaws é um título ambicioso que, em grande parte, entrega uma experiência envolvente e autêntica. A narrativa bem construída, a exploração rica e detalhada e a excelente construção de mundo fazem deste um jogo que se destaca na franquia. No entanto, o foco na furtividade e a falta de profundidade no sistema de combate podem não agradar a todos os jogadores, especialmente aqueles que esperavam mais ação em um título de Star Wars.

    Apesar de alguns problemas técnicos e limitações na jogabilidade, Outlaws é uma excelente adição ao universo de Star Wars e tem potencial para se tornar uma franquia própria (assim esperamos). Com ajustes e refinamentos, futuros títulos poderiam explorar ainda mais o submundo galáctico e oferecer uma experiência ainda mais completa. Para os fãs da franquia, Outlaws é um título obrigatório, trazendo uma visão única e emocionante da galáxia muito, muito distante.


    Jucélio “Lenda” Verissimo
    Computador (PC)

    Star Wars: Outlaws foi gentilmente cedido pela Ubisoft para a realização desta análise.

    Esta review representa a nossa opinião diante de tudo o que vimos e experimentamos, sabemos que cada pessoa possui opiniões diferentes em alguns aspectos, por isso sempre encorajamos que todos experimentem e tirem as suas próprias conclusões.

  • Beyond: Good & Evil 20th Edition – Análise

    Beyond: Good & Evil 20th Edition – Análise

    Em comemoração ao aniversário de 20 anos do jogo original, a Ubisoft lançou a Beyond Good & Evil – 20th Anniversary Edition, trazendo várias melhorias técnicas e novos conteúdos para plataformas modernas, agora chegou o momento de conferir a nossa análise completa e sem spoilers sobre esta nova versão do clássico.

    Beyond Good & Evil, produzido por Michel Ancel, criador de Rayman, foi originalmente lançado em 2003 e apesar de seu fracasso comercial inicial, ganhou status de clássico cult ao longo dos anos.

    Melhorias Técnicas e Visuais

    A 20th Anniversary Edition de Beyond Good & Evil apresenta melhorias significativas em termos de gráficos e desempenho. A ambientação foi aprimorada com modelos redesenhados, texturas de alta qualidade, melhor iluminação e música remasterizada.

    O jogo agora pode ser jogado em resoluções de até 4K e 60fps, embora alguns problemas de desempenho tenham sido notados no PC. A versão para consoles, no entanto, oferece uma experiência mais estável.

    Os controles foram modernizados e simplificados, incluindo salvamento automático, progressão cruzada entre plataformas, possibilidade de pular cenas de história, e novas conquistas e troféus.

    A localização completa do texto do jogo para o português é uma adição bem-vinda, tornando o jogo mais acessível para um público mais amplo.

    Design e Atmosfera

    O design de Beyond Good & Evil é um dos seus pontos mais fortes. A mistura de elementos de fantasia com um enredo sério cria uma atmosfera única. Os personagens, especialmente Jade e Pey’j, são carismáticos e suas interações adicionam profundidade à narrativa.

    A cidade de Hillys é vibrante e cheia de vida, com NPCs e veículos que ajudam a dar uma sensação de mundo real e interconectado.

    Novos Conteúdos

    Além das melhorias técnicas, a nova edição inclui conteúdos inéditos, como roupas para os protagonistas e itens que fazem conexão com a aguardada sequência. Um modo speedrun foi adicionado, desafiando os jogadores a completar o jogo no menor tempo possível.

    A galeria de imagens, vídeos e textos detalha o desenvolvimento do jogo, oferecendo uma visão fascinante dos desafios enfrentados pela equipe de produção.

    Narrativa e Jogabilidade

    A história de Beyond Good & Evil se passa no planeta Hillys, onde a repórter Jade e seu tio Pey’j, um porco humanoide, cuidam de órfãos e se envolvem com o IRIS Network, uma resistência contra a invasão alienígena dos DomZ.

    Jade utiliza suas habilidades de fotografia e investigação para coletar evidências e revelar a conspiração entre os invasores e a força de defesa local, Alpha Sections.

    A jogabilidade combina exploração, resolução de puzzles e combate. A fotografia é um elemento central, permitindo que Jade tire fotos para desbloquear dispositivos e ganhar dinheiro.

    A navegação pelo mundo é feita principalmente através de um hovercraft, que pode ser melhorado para acessar novas áreas. Minigames e atividades secundárias, como corridas de hovercraft e a busca por pérolas, enriquecem a experiência.

    Impacto Cultural e Legado

    Beyond Good & Evil foi pioneiro ao introduzir uma protagonista feminina forte em uma época em que isso era raro nos jogos. Jade não é apenas uma personagem bem desenvolvida, mas também uma figura icônica que inspirou muitos jogadores.

    O jogo também destacou a importância da narrativa e da construção de mundo, influenciando diversos títulos que vieram depois.

    Conclusão

    Beyond Good & Evil – 20th Anniversary Edition é uma remasterização que equilibra bem a essência do original com as exigências das plataformas modernas. As melhorias gráficas, ajustes nos controles e conteúdo adicional fazem desta versão a definitiva para fãs antigos e novos jogadores.

    Apesar de algumas limitações técnicas e de design, especialmente evidentes 20 anos após o lançamento original, o jogo mantém seu charme e oferece uma experiência envolvente. Com a inclusão de elementos inéditos e uma galeria rica em detalhes de produção, esta edição é uma celebração digna de um clássico cult.


    Jucélio “Lenda” Verissimo
    Computador (PC)

    Beyond Good & Evil – 20th Anniversary Edition foi gentilmente cedido pela Ubisoft para a realização desta análise.

    Esta review representa a nossa opinião diante de tudo o que vimos e experimentamos, sabemos que cada pessoa possui opiniões diferentes em alguns aspectos, por isso sempre encorajamos que todos experimentem e tirem as suas próprias conclusões.